Suspeito de torturar esposa com espeto ameaçou agentes antes de ser preso
Vítima ainda não foi ouvida pela Polícia Civil pois continua internada no Hospital da Providência em Apucarana
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O homem de 30 anos preso por suspeita de tortura e cárcere privado contra a esposa de 32 anos, teria ameaçado os guardas civis municipais que atenderam a ocorrência, em Apucarana, norte do Paraná. Segundo a Polícia Civil, a vítima ainda não foi ouvida pois continua hospitalizada. O autor alega inocência.
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"Ele nega que tenha praticado essas agressões. Nega que tenha ameaçado a equipe da Guarda Civil Municipal", relatou o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP).
Contudo, a versão do suspeito confronta a realidade presenciada pelos policiais na delegacia. "O depoimento dele não condiz com o que a gente inclusive viu aqui na delegacia. Ele chegou muito alterado, inclusive ameaçando realmente o guarda municipal", reforçou o delegado.
Rodrigues salientou que a principal peça para o inquérito, o depoimento oficial da esposa, ainda não foi oficialmente colhido, devido à gravidade das lesões.
"A vítima ainda não foi ouvida, isso tudo aconteceu quinta-feira (8), ela estava hospitalizada. Ela provavelmente vai requerer as medidas protetivas de urgência, porque é uma pessoa que se demonstrou extremamente violenta nessa relação doméstica", afirmou o delegado, destacando que exames periciais complementares, incluindo de atos libidinosos, serão solicitados pela Delegacia da Mulher.
Relembre o caso
Segundo o delegado, a mulher relatou aos guardas municipais que havia terminado o relacionamento. Contudo, o homem foi até sua residência e iniciou uma série de agressões físicas, tentando enforcar a vítima até que ela perdesse a consciência.
"Após ela retomar a consciência, ele chegou a pisar na cabeça dela, cuspir no rosto dela", descreveu o delegado com base no depoimento da vítima aos guardas. O relato aponta ainda requintes de crueldade. O agressor teria tentado introduzir uma espécie de ferro no abdômen e nas partes íntimas da mulher.
Na sequência, a vítima foi mantida em cárcere privado, trancada em um quarto enquanto o homem consumia bebidas alcoólicas na casa. A oportunidade de fuga surgiu apenas quando a bebida acabou e ele obrigou a ex-mulher a acompanhá-lo até um bar para comprar mais.
No trajeto, ao passarem pela Unidade Básica de Saúde (UBS) do Vale Verde, a vítima — que estava com a cabeça cortada e extremamente debilitada — conseguiu sinalizar pedindo socorro a um vigilante. Ao perceber o pedido de ajuda, o suspeito fugiu do local, mas a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada, colheu as características do autor e conseguiu localizá-lo nas imediações, realizando a prisão em flagrante.
O autor permanece à disposição da Justiça. O segue segue sendo investigado pela Delegacia da Mulher.
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