Suspeito de atirar em vizinho se apresenta à polícia e entrega arma do crime, diz delegado
Arma estava com a numeração suprimida; investigado se apresentou espontaneamente após crime ocorrido no sábado (24) na Vila Rural Nova Ucrânia
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A Polícia Civil do Paraná, através da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, apreendeu a arma de fogo supostamente utilizada em uma tentativa de homicídio registrada no último sábado (24), na Vila Rural Nova Ucrânia. A apreensão ocorreu após o principal suspeito se apresentar espontaneamente na delegacia, acompanhado de um advogado.
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De acordo com o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), durante o depoimento, o investigado indicou a localização do armamento. Em diligência até a residência dele, os agentes encontraram um revólver calibre .38 com numeração suprimida, munições (intactas e deflagradas) e um coldre. O material passará por perícia balística para confirmar o vínculo com os disparos que atingiram a vítima.
O crime e a motivação
O crime aconteceu na tarde de sábado (24). A Polícia Militar foi a primeira a atender a ocorrência, encontrando a vítima ferida por disparos de arma de fogo. O homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital da Providência, onde passou por cirurgia.
Ainda segundo o delegado, o caso trata-se de uma desavença antiga entre vizinhos. "As informações preliminares apontam que ambos, autor e vítima, são usuários de drogas e possuíam um histórico de conflitos e ameaças de morte", explicou o delegado.
No dia do crime, o suspeito fugiu do local. A Polícia Militar chegou a apreender a motocicleta utilizada na fuga, mas não conseguiu localizar o atirador em flagrante naquele momento.
Estado da vítima e inquérito
A vítima permanece internada no Hospital da Providência. Segundo o delegado, o homem está inconsciente e impossibilitado de prestar depoimento. "Vamos aguardar a recuperação dele para realizar a oitiva assim que possível", afirmou o delegado.
O inquérito policial segue em andamento para esclarecer a dinâmica exata dos fatos. Embora o suspeito tenha se apresentado e entregue a arma, a Polícia Civil avalia a necessidade de representar pela prisão preventiva ou outras medidas cautelares junto ao Poder Judiciário, dependendo do andamento das investigações e da periculosidade evidenciada.
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