Servidor resgatado 14h após acidente quer agradecer pessoas que o ajudaram
Luis Antônio Favareto recebeu alta na última segunda-feira (19) e se recupera em casa; acidente aconteceu em 9 de janeiro Contorno Norte de Apucarana
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O servidor público federal Luis Antônio Favareto, que foi resgatado após ficar 14 horas preso às ferragens de seu veículo no Contorno Norte de Apucarana (PR), já está em casa. Após receber alta médica na última segunda-feira (19), Favareto agora concentra suas energias na recuperação e deseja, assim que possível, localizar e agradecer pessoalmente as duas pessoas que foram cruciais para o seu salvamento.
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Luis conversou com a reportagem do TNOnline na tarde desta quarta-feira (21) por telefone contou que foi resgatado graças a uma mulher que caminhava pelo local e ouviu seus pedidos de socorro. Foi através do celular dessa mulher que ele conseguiu contatar a esposa após passar a noite desaparecido.
"Ela estava fazendo caminhada e ouviu meu grito de socorro. Ela foi a minha a minha voz. E também teve o homem que parou, quebrou galhos para chegar até onde eu estava. Quero ter a oportunidade de encontrá-los para agradecer", afirmou Favareto.
Sobre seu estado de saúde, Favareto relata que, apesar da gravidade do impacto e das fraturas, o diagnóstico foi um alívio. "Apesar de ter fraturas graves, não houve comprometimento neurológico, o ortopedista confirmou. As costelas estão todas comprometidas", comentou.
O acidente ocorreu em 9 de janeiro, por volta das 17h, quando o carro de Luis Antônio saiu da pista e caiu em uma ribanceira de aproximadamente cinco metros, ficando "camuflado" em meio à vegetação. Ele só foi resgatado depois das 7h da manhã do dia seguinte.
Durante as 14 horas em que esteve preso no veículo, o servidor disse que manteve a calma, mas viveu momentos de angústia, ouvindo pessoas passarem pela rodovia sem notarem o carro acidentado.
"O que bateu forte foi ouvir as pessoas passando, fazendo caminhada, estava a cinco metros e ninguém viu. Mas em momento algum me desesperei. Tive esperança, sabia que tinha que esperar", relatou.
A maior aflição, segundo ele, foi da família. Seu filho chegou a passar pelo local do acidente duas ou três vezes durante as buscas, mas devido à posição do veículo e à vegetação, não conseguiu visualizá-lo. "A parte pior ficou para as pessoas que estavam em casa e não sabiam onde eu estava", reiterou.
Favareto ressaltou a importância da comunicação familiar. Como ele havia comentado em casa que iria a um mercado atacadista, a família tinha uma noção de seu trajeto e iniciou as buscas.
"Meu filho sabia onde eu poderia estar, porque a gente conversa em casa. Ele passou três vezes no local do acidente, mas estava escuro, meu carro estava camuflado pelas árvores", relatou.
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