Rocam apreende carro clonado em Apucarana; dona relata golpe
Veículo retirado de circulação em São Paulo rodava com numeração adulterada e transferência suspeita sem vistoria presencial
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Na noite de quarta-feira (18), a equipe da Rocam, da Polícia Militar (PM), apreendeu um veículo com sinais de clonagem e adulteração no Loteamento Sanches dos Santos, em Apucarana. Uma mulher de 27 anos, que se apresentou como proprietária do carro, foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos após revelar como a transferência do veículo foi realizada.
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A abordagem ocorreu durante um patrulhamento de rotina, quando os policiais desconfiaram de um Ford Focus. Ao consultarem o sistema, notaram que a numeração de segurança gravada nos vidros do carro não batia com a placa fixada, que indicava um registro regular em Apucarana.
Com a colaboração da moradora, que forneceu a chave e a documentação do automóvel, a equipe policial realizou uma checagem detalhada que apontou diversas irregularidades. Os agentes constataram que a numeração dos vidros e do motor pertencia, na verdade, a um veículo idêntico de São Paulo que já estava com baixa definitiva no sistema, ou seja, havia sido retirado de circulação permanentemente.
Além disso, o número do chassi debaixo do banco do passageiro estava ilegível e a marcação no para-brisa apresentava sinais claros de fraude. A vistoria também revelou uma divergência no ano do automóvel: a etiqueta de fabricação na porta marcava 2006, enquanto a placa utilizada indicava tratar-se de um modelo 2007.
Suposto esquema
O fato de o veículo estar registrado no nome da jovem chamou a atenção dos policiais. Questionada, a mulher apresentou conversas de um aplicativo de mensagens alegando ter comprado o carro recentemente. O vendedor, segundo o histórico policial, é um homem que havia sido preso há menos de duas semanas (no dia 6 de março) justamente pelo crime de receptação de veículo roubado e adulterado.
De acordo com o relato da compradora à polícia, o vendedor indicou um despachante específico para realizar os trâmites do documento. O profissional teria ido até a mulher, tirado fotos do carro e enviado os dados ao Detran, concluindo a transferência de propriedade sem realizar a devida conferência física das numerações de chassi e motor exigidas por lei.
O veículo e a mulher foram encaminhados à delegacia da Polícia Civil de Apucarana. O caso foi registrado como adulteração de sinal identificador de veículo automotor, e o carro passará por perícia especializada para confirmar sua verdadeira origem e materializar as provas do crime.
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