Regional de Saúde promove oficina de estratégias para investigação de óbitos
Evento reúne profissionais dos 17 municípios que integram as equipes de Epidemiologia, Atenção Primária em Saúde e Vigilância e de hospitais da região
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A 16ª Regional de Saúde de Apucarana reúne nesta terça-feira (14) e quarta-feira (15) profissionais de 17 municípios, que integram as equipes de Epidemiologia, Atenção Primária em Saúde e Vigilância e de hospitais da região, para discussão e avaliação de estratégias e práticas na investigação de óbitos. O evento é realizado no salão principal do Polo UAB.
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Na abertura, o diretor da 16ª RS, Paulo Vital, saudou os representantes de todos os municípios da região e destacou a importância de avaliar os resultados e atualizar a capacitação de todos os envolvidos nesta área. A enfermeira Paula Tavares de Sousa, coordenadora do Grupo Técnico de Análise de Óbitos (Gtaro); e a também enfermeira Claudete Omoto, coordenam o evento promovido pela Regional de Saúde.
“Reconhecemos o trabalho de todos os médicos e demais profissionais que atuam nesta área. Investigar óbito materno, infantil e fetal não é só preencher formulário. É dar voz a quem se foi e, principalmente, proteger quem ainda está chegando. Cada investigação bem feita é uma chance real de evitar que outra família passe pela mesma situação”, assinala Paula Tavares.
Claudete Omoto destaca a qualidade da informação. “Quando a declaração de óbito vem com subnotificação ou preenchimento incorreto, todo o sistema paga o preço. Sem dados confiáveis, a gestão tem dificuldades para planejar política pública e corrigir falhas”, cita a enfermeira.
Ela acrescenta que a identificação tardia ou incompleta de causas evitáveis trava a capacidade de agir. “A vigilância só é efetiva quando é oportuna. Precisamos transformar o óbito investigado em decisão na ponta e de imediato”, avalia Claudete Omoto.
A 16ª RS é unidade administrativa do Estado e corresponsável pela Vigilância do Óbito. “Isso significa que a qualificação técnica não é opcional e sim uma obrigação. Temos novos servidores chegando aos setores e precisamos garantir que todo mundo fale a mesma língua técnica, usando o mesmo critério”, aponta a enfermeira Paula Tavares.
No evento, os profissionais de toda a região foram alertados de que a investigação correta é a principal ferramenta pra enxergar onde a Rede Materno-Infantil possa estar falhando. Onde o pré-natal não captou, o parto teve gargalo, o puerpério ficou desassistido e onde a criança não foi acompanhada.
“Somente com esse mapa na mão, conseguimos elaborar planos de ação concretos, que ajudem a reduzir a mortalidade que pode ser evitada”, assinala Claudete Omoto, concluindo que todos estão juntos nesse esforço de qualificar a assistência e proteger as mães e as crianças.