Regional de Apucarana registra queda de 91% nos casos de dengue, mas autoridades mantêm alerta
Atualmente, a região soma 26 casos confirmados, distribuídos em oito dos 17 municípios de abrangência
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O mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (24) aponta uma redução acentuada na incidência de dengue na área da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana (PR). Atualmente, a região soma 26 casos confirmados, distribuídos em oito dos 17 municípios de abrangência. O número representa uma queda de 91% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o levantamento de 25 de fevereiro contabilizava 294 diagnósticos positivos.
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A melhora nos índices é visível em cidades que enfrentaram crises severas anteriormente. Apucarana, por exemplo, não registrou nenhum caso até o momento, contrastando com os 57 anotados no boletim na mesma época de 2025. Arapongas também apresentou uma diminuição significativa, caindo de 64 para apenas seis casos. Além de Arapongas (6), o mapa atual da doença na região inclui Novo Itacolomi (6), Faxinal (5), Sabáudia (3), Jandaia do Sul (2), Grandes Rios (2), Marilândia do Sul (1) e São Pedro do Ivaí (1).
De acordo com o chefe da Divisão de Vigilância e Saúde da 16ª Regional, Marcelo Viana, a redução é resultado de um conjunto de fatores técnicos e biológicos. Ele destacou o trabalho de supervisão semanal nos 17 municípios e a capacitação de mais de 500 profissionais realizada no fim do ano passado. “Os nossos técnicos visitam os municípios para acompanhar estes profissionais, para ver como estes agentes estão trabalhando em campo. No entanto, é importante ressaltar que a responsabilidade da ação é dos municípios, por isso eu também credito esta diminuição ao bom trabalho das secretarias de saúde que atendem ao apelo do estado. Além disso, a própria população é mais preocupada agora, muitos ficaram doentes ou viram de perto os amigos e parentes passarem por isso”, afirmou.
Marcelo também comentou sobre a imunidade adquirida pela população após a epidemia de 2024. Como o sorotipo 2 circulou intensamente nos últimos anos, muitas pessoas estão imunes a ele. “Agora, se vier o tipo 3, por exemplo, a maior parte da população ainda está sensível a ele e por isso pode haver um aumento do número de casos”, disse o profissional, que aproveitou ainda para explicar que a dengue possui, no total, quatro sorotipos distintos.
Desde o início de 2024, foi introduzido pelo Ministério da Saúde a vacina contra a dengue para o público-alvo de 10 a 14 anos. “São aplicações de duas doses, com um intervalo de três meses, para a prevenção da dengue. Estamos tendo uma eficácia muito boa, então isso também contribui para diminuir o número de casos”, lembrou Marcelo.
Em Arapongas, que conta com seis casos notificados da doença, a estratégia de combate foi intensificada com o uso de tecnologia e monitoramento praticamente em tempo real. O secretário de Saúde do município, Carlos Eduardo Arruda, explicou que a prefeitura utiliza ovitrampas, armadilha que ajuda a monitorar a presença de ovos do mosquito Aedes aegypti e um sistema que acelera o fluxo de informações entre as unidades de saúde e o setor de endemias. “Assim que recebemos um caso suspeito de dengue, já fazemos o bloqueio de três quarteirões em torno do local e utilizamos também as bombas costais”, acrescentou.
Já para a Prefeitura de Apucarana, a Operação Guerra Contra a Dengue, uma política permanente de enfrentamento à doença estruturada em 2025, é um dos principais motivos para que a cidade ainda não tenha registrado nenhum caso da doença em 2026. De acordo com o secretário de Saúde do município, Guilherme de Paula, a estratégia atual foca na disseminação de informações sobre a gravidade da doença, além da atuação contínua das equipes de prevenção e combate ao mosquito. “A campanha conta com um canal de denúncias, onde a comunidade pode informar locais onde potencialmente existam criadouros. Nós estamos trabalhando em cima, então o resultado apareceu, o pessoal trabalhou bastante”, frisou.
Apesar do cenário favorável, as autoridades de saúde reforçam que a população não deve "baixar a guarda". Com a continuidade do período chuvoso e quente, o risco de proliferação do mosquito permanece alto. A orientação principal continua sendo a manutenção da limpeza dos quintais, a eliminação de recipientes com água parada e a busca imediata por atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas da doença. “Nós nunca podemos brincar com a dengue, não podemos relaxar com ela”, concluiu Marcelo.
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