Proibido, cigarro eletrônico é facilmente encontrado em Apucarana
Segundo especialistas na área de saúde, produto é tão prejudicial quanto um cigarro comum
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O uso dos cigarros eletrônicos,
conhecidos também como “vape”, tem crescido rapidamente nos últimos anos. Isso
mesmo com a venda, comercialização, importação e propaganda do produto serem
proibidas no Brasil. A proibição foi determinada em resolução da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa). Em Apucarana, o cigarro eletrônico é facilmente encontrado em tabacarias e outros estabelecimentos similares.
-LEIA MAIS: Cigarros eletrônicos geram alerta em escolas de Apucarana
O dispositivo eletrônico é proibido porque a Anvisa considera o produto tão prejudicial à saúde quanto um cigarro comum. Além disso, o "vape” pode viciar de forma mais rápida que o cigarro convencional.
A última edição da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que os jovens são os principais consumidores do cigarro eletrônico. Segundo o estudo quase 17% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram o produto.
Apesar dos danos à saúde e da proibição, os cigarros eletrônicos podem ser encontrados com muita facilidade em bares, tabacarias e conveniências pelo Brasil. Em Apucarana, não é diferente. O Tnonline entrou em contato com tabacarias da cidade. Em todos os estabelecimentos contatados, o cigarro eletrônico é oferecido com muita facilidade por preços variando de R$ 100 a R$270. Durante o processo de compra, nenhum documento para a comprovação de idade foi pedido.
Riscos para a saúde
Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), além da nicotina, o produto tem mais de 2 mil substâncias químicas tão nocivas à saúde quanto o cigarro de papel. Como afirma a SBPT, já existem dados sobre os efeitos de curto prazo do uso do cigarro eletrônico.
São eles: diminuição da função pulmonar, maior risco de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e aumento do risco de crise anginosa, além de danos ao sistema imunológico. Há relatos, ainda, de maior incidência de convulsões entre os adolescentes usuários.
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