Prefeitura de Apucarana abre investigação para apurar atendimento de paciente que morreu após dor de garganta
Análise administrativa vai revisar tempos assistenciais e oitivas de profissionais para identificar possíveis inconformidades no atendimento
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Em nota oficial, a Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana anunciou o início de uma análise técnica e administrativa para apurar o atendimento prestado a Jéssica Glaciele de Assis, de 39 anos, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A medida ocorre após a família da moradora denunciar suposta negligência e demora em diagnósticos.
Jéssica faleceu na última terça-feira (24), em Londrina, após um quadro de dor de garganta evoluir para uma infecção grave na região do tórax. O foco da investigação municipal é o período em que a paciente esteve sob gestão direta da prefeitura, entre os dias 18 e 20 de fevereiro.
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Em posicionamento oficial, a Autarquia manifestou pesar e informou que a revisão inclui a checagem detalhada de prontuários, tempos de espera e o cumprimento de protocolos de fluxo de referência do SUS. De forma objetiva, o órgão contesta as versões divulgadas por familiares na imprensa, sustentando que a paciente passou por acolhimento com classificação de risco e avaliações médicas em múltiplas oportunidades.
Segundo a administração municipal, foram adotadas condutas compatíveis com o quadro apresentado em cada momento, incluindo a administração de medicamentos e a solicitação de exames laboratoriais.
A gestão da saúde municipal ressaltou ainda que o encaminhamento de Jéssica para o serviço hospitalar foi realizado assim que surgiu a suspeita clínica de uma condição de maior gravidade. A nota destaca que as etapas assistenciais ocorridas posteriormente, em unidades hospitalares ou em outros municípios, seguem governança própria e não são de responsabilidade direta da Autarquia de Saúde. O órgão enfatizou que não emitirá juízo definitivo antes da conclusão do relatório, mas garantiu que medidas cabíveis e ações de melhoria serão adotadas caso sejam identificadas falhas operacionais.
A investigação interna ocorre paralelamente ao luto da família, que relata dificuldades no suporte diagnóstico. O esposo da vítima afirma que a paciente permaneceu sob efeito de analgésicos fortes sem a devida investigação da origem da dor e aponta que a falta de equipamentos funcionando no Hospital da Providência teria retardado a transferência para a cirurgia de emergência no Hospital Universitário de Londrina. Por questões de sigilo profissional e proteção de dados, a prefeitura informou que detalhes clínicos individualizados não serão expostos publicamente além do estritamente necessário para o esclarecimento institucional.
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