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Preços das hortaliças disparam por conta do excesso de chuva

Em alguns casos, preços praticados dobraram; qualidade das folhosas caiu por conta da umidade

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Preços das hortaliças disparam por conta do excesso de chuva
Autor Qualidade das hortaliças caiu por conta do excesso de umidade - Foto: Cindy Santos/Tribuna do Norte

O excesso de chuva nos últimos dias prejudicou a qualidade das hortaliças e verduras comercializadas em Apucarana e gerou também aumento de preços. A couve-flor e os brócolis, por exemplo, tiveram alta superior a 100%. Alguns agricultores perderam toda a produção por conta do excesso de umidade.

Proprietário de uma quitanda em Apucarana, José Ceron afirma que os preços, em média, aumentaram 30%. É o caso das folhosas (alface, rúcula e almeirão, entre outras) e também da abobrinha e pepino. A maior alta ocorreu nos valores praticados pelos brócolis e pela couve-flor, que dobraram de valor, passando de R$ 5 a bandeja para R$ 10 e até R$ 12.

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“A chuva afetou muito a qualidade, principalmente das folhosas. Os clientes estão reclamando, mas não tem jeito. Quando chove muito, como está ocorrendo nos últimos dias, as hortaliças são muito afetadas”, comenta Ceron.

A proprietária de outra quitanda de Apucarana confirma o problema. Além do aumento de preços nos brócolis e na couve-flor, há falta do produto. O mesmo ocorre com a alface e o repolho, que tem bastante procura. “Piorou a qualidade e aumentou o preço. É o que sempre acontece quando chove nessa proporção”, diz a empresária.

Produtora de hortaliças orgânicas, a apucaranense Solange Suzuki Tuda conta que precisou passar o trator na área de hortaliças cultivadas a céu aberto. “Perdemos toda a produção e agora estamos esperando o tempo melhorar para voltar a plantar”, afirma.

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Ela trabalha no cultivo de folhosas, como alface, almeirão, chicória, entre outras. “Não tem planta que aguenta tanta chuva. Choveu 80 mm em apenas um dia na semana passada. É muita coisa”, comenta. Ela cita ainda que os momentos de sol entre as tempestades pioram a situação. “O sol vem muito quente e destrói tudo”. Segundo Solange, até o mesmo as folhosas nas estufas sofrem com o clima úmido.

O técnico agrícola Marco Antonio Casini Sanchez, do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR), afirma que o problema afeta a maioria dos produtores de Apucarana e região. "A umidade prejudica muito as hortaliças, incluindo as cultivadas em estufa", confirma.

Joseane Guimarães trabalha em uma loja agropecuária que comercializa mudas para produtores rurais. De acordo com ela, as mudas, que são produzidas na região, apresentaram uma queda na qualidade por causa do excesso de chuva. "As hortaliças estão mais murchas e feias. Quando estão nessas condições, os consumidores não compram, então isso acaba afetando as vendas", diz.

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MAIS CHUVA

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), fevereiro tem registrado chuva acima da média em fevereiro. Até esta quarta-feira (22), foram 289 mm de chuva em Apucarana. A média para todo mês é de 178 mm.

O meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, afirma que a previsão é de mais chuva até o final do mês. “Há mais umidade na atmosfera por conta de uma massa de ar quente e úmida, o que vem provocando mais chuvas”, explica.

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Por Fernando Klein

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