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CASO BERTOLI

Polícia vai investigar arma de vereador usada em ocorrência

O delegado informou que deve ser instaurado um novo inquérito policial contra o vereador, para apurar a possível conduta irregular de portar e transportar arma de fogo; assista

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Polícia vai investigar arma de vereador usada em ocorrência
Autor Foto: Sérgio Rodrigo - TNOnline

O delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial, de Apucarana, Marcus Felipe Rocha, informou nesta segunda-feira (21) que o foco das investigações policiais, sobre o caso da morte ocorrida na casa do vereador Mauro Bertoli (DEM), neste domingo (20), dizem respeito agora à arma envolvida na ocorrência policial, uma pistola de calibre 9mm, registrada em nome do vereador.

Procurado pela reportagem da TNonline, o vereador Mauro Bertoli disse que prefere aguardar o andamento do inquérito e se manifestar apenas quando solicitado pela autoridade policial.

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O delegado informou que deve ser instaurado um novo inquérito policial contra o vereador, para apurar a possível conduta irregular de portar e transportar arma de fogo. Quanto ao inquérito policial que apura a morte de Reinaldo Roxo dos Santos, de 49 anos, morador de Sarandi, que seria funcionário esporádico do vereador Mauro Bertoli (DEM), a polícia já diz que não há dúvidas de que o homem atentou contra a própria vida, usando a arma do vereador.

O delegado reiterou as informações divulgadas ontem, da ocorrência policial, e informou que o IML chegou a ser dispensado, uma vez que o homem ainda estava com vida quando foi atendido pelo Samu e encaminhado ao Hospital da Providência, onde teria falecido, horas mais tarde. A ocorrência foi por volta de 8h30 da manhã de domingo e a morte só confirmada no meio da tarde.

“Foi feita a oitiva dos policiais militares que fizeram o atendimento e também do vereador. Ele esclareceu os fatos, explicando que a pessoa não era funcionário com vínculo, mas um colaborador sazonal, alguém que ele chamava para trabalhar em tempos de colheita nas fazendas”, disse o delegado.

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Conforme o delegado, o vereador Mauro Bertoli informou, em seu depoimento, que foi a Sarandi, onde teria encontrado com Reginaldo Roxo num posto de combustíveis e de lá retornaram a Apucarana. “De lá (Sarandi) para cá, essa pessoa viria apresentando como um quadro de esquizofrenia, considerando o relato do vereador. O homem teria relatado ao vereador que estaria sendo perseguido”, detalha o delegado.

Ainda segundo o depoimento do vereador, na tentativa de acalmar o homem, ele teria proposto arrumar um café, para quando chegassem em sua residência. Passou numa padaria e foi para casa. “Quando ele desceu do carro para deixar as coisas para o café na residência, o vereador disse que ouviu um disparo, saiu e viu o que tinha acontecido”, relatou o delegado.

“A arma de fogo estava dentro do carro. Está registrada em nome do vereador. Ele tem posse, frequenta clube de tiro. No local, perícia recolheu arma, estojo, carregadores, munição e o projétil que teria sido deflagrado e tudo isso vai ser periciado”, informa.

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“Quanto a prática do suicídio, não restam dúvidas, foi o que ocorreu. Resta apurar a questão da arma de fogo. Inicialmente, imagens confirmam o fato. Está bem claro. Mas essa arma estava no console. A documentação é regular, mas a gente vai continuar investigando. Para saber se existe ou não conduta irregular por porte irregular, por ele estar portando e transportando arma de fogo dentro do veículo. Pelas imagens, conseguimos ver a pessoa com a arma na mão e atirando na própria cabeça. Segundo o vereador nos relatou, a pessoa pegou a arma no console do veículo. Significa dizer que o vereador foi Sarandi armado e voltou a Apucarana armado. E ele não tem autorização para isso. Autorização dele é para manter em sua residência. Uma vez caracterizado isso, vai ser instaurado inquérito para apurar porte irregular de arma de fogo”, anunciou o delegado Marcus Felipe Rocha.

Ainda de acordo com as informações preliminares que a polícia obteve através da oitiva do vereador, a arma não estaria municiada, mas no console da camionete, onde também estariam os carregadores. “Pelo que ele (o vereador) falou, chegando em casa ele desce do veículo e o homem ficou sozinho. Ele (o homem) deve ter pego a arma, o carregador, municiado a arma e feito o disparo na própria cabeça”.

As imagens também serão novamente periciadas para saber se é possível verificar toda essa sequência de informações relatadas pelo vereador. “A arma estava no console, compartimento fechado, dentro da camionete. Não sabemos se o homem sabia ou não que a arma estava ali. Mas se ele já não estava bem, talvez aquilo tenha sido incentivo para fazer ato extremo”, comentou o delegado.

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Agora, reitera, a Polícia vai fazer uma pesquisa mais aprofundada, oficiar outros órgãos de segurança para apurar todas as questões envolvendo a arma da ocorrência policial. “Mas, repito, numa pesquisa rápida, o vereador tem posse, não porte. Ele poderia sair para ir ao clube de tiro e voltar para casa, desde que usando uma guia de transporte. Mas ele diz que foi a Sarandi e voltou com a arma no carro. Então, a conduta irregular de possuir, portar e transportar, isso vai ser analisado e apurado paralelamente à conclusão do inquérito desse suicídio”, finaliza o delegado chefe da 17ª. SDP.



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