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INVESTIGAÇÃO

Polícia busca testemunha de briga para confirmar tentativa de feminicídio em Apucarana

Amigo da vítima que lutou com agressor armado na garagem ainda não prestou depoimento, o que trava indiciamento por crimes mais graves

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A Polícia Civil de Apucarana está em busca da testemunha fundamental para o inquérito que investiga o homem preso após invadir a casa da ex-companheira armado com um canivete. O depoimento do amigo da vítima, que entrou em luta corporal com o invasor na garagem da residência no último dia 21, é considerado decisivo para que o suspeito seja indiciado por tentativa de feminicídio e tentativa de homicídio.

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-LEIA MAIS: Suspeito de invadir casa de ex-namorada com canivete é preso em Apucarana

A situação foi apresentada pela delegada Luana Lopes, da Delegacia da Mulher, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (31). Segundo a delegada, a prisão preventiva do homem ocorreu na tarde de segunda-feira (30) enquanto ele participava de uma reunião com sua advogada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Arapongas, após a polícia receber uma denúncia sobre seu paradeiro.

Apesar da prisão, o inquérito esbarra na falta do relato detalhado da briga. Como a garagem estava escura, as câmeras de segurança não captaram a dinâmica completa do ataque. "Infelizmente a testemunha ela não se prontificou a nos explicar ali o que teria acontecido", revelou a delegada.

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							Polícia busca testemunha de briga para confirmar tentativa de feminicídio em Apucarana
AutorDelegada Luana Lopes, da Delegacia da Mulher de Apucarana - Foto: Lis Kato/TNOnline

Atualmente, o invasor deve responder por ameaça, injúria, violação de domicílio, descumprimento de medida protetiva e lesão corporal. Para que as acusações sejam elevadas a crimes contra a vida, a polícia precisa entender se houve a intenção de esfaquear a mulher ou o amigo. "O feminicídio em si, a tentativa de feminicídio em si, bem como uma tentativa de homicídio em face da testemunha, eu preciso conversar com essa testemunha para poder entender o que aconteceu", explicou Luana Lopes.

De acordo com as investigações, as lesões sofridas pela mulher não foram causadas diretamente pela arma branca. "A gente não consegue ouvir muita coisa no áudio, o que a gente escuta é ela gritando. Ela relata que as lesões que ela possui foram também em decorrência da queda, a cadeira quebrou no momento em que ele chega ali na presença dela, ela tenta se esquivar, ela cai e a cadeira quebra", detalhou a delegada.

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A delegada ressaltou que o suspeito é "contumaz" em descumprir medidas protetivas e possui um histórico de perseguição contra a vítima, que chegou a fugir de Apucarana por medo. Sobre a segurança da mulher em retornar à cidade, Luana Lopes afirmou que a prisão preventiva traz alívio temporário, mas fez um alerta sobre a natureza do crime. "Por enquanto isso é seguro, mas não é uma coisa que a gente pode garantir para sempre, porque ficar preso para sempre a gente não tem como garantir".

A Polícia Civil reforça o apelo para que a testemunha entre em contato com a Delegacia da Mulher para prestar os devidos esclarecimentos, garantindo assim que o inquérito seja concluído com a gravidade que os fatos exigem.

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