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Pai e filho são condenados por homicídio em Apucarana

José Morais Pereira e Wiliam Henrique Pereira foram condenados a 6 anos de prisão.

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Pai e filho são condenados por homicídio em Apucarana
Autor O júri começou por volta das 8h30 e seguiu até a tarde desta quinta-feira. - Foto: TNOnline

O tribunal do júri da Comarca de Apucarana se reuniu nesta quinta-feira (02) para o julgamento do caso de pai e filho que mataram um homem, em 2020, para proteger familiar, que estaria sendo ameaçado de morte por conta de uma dívida de drogas. O júri começou por volta das 8h30 e seguiu até a tarde. Ambos os réus foram condenados pelo crime.

José Morais Pereira, de 56 anos, recebeu pena de 6 anos em regime semiaberto. Já Wiliam Henrique Pereira, de 28 anos, terá que cumprir 6 anos em regime fechado. Ambos podem recorrer da sentença.

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Segundo o processo, eles planejaram e executaram, com quatro tiros, Rodrigo Domingos dos Santos, 32 anos, no dia 6 de novembro de 2020. O crime foi na frente da casa da vítima, na rua Belize, no Vale Verde, região norte da cidade.

Testemunhas do crime acionaram o Samu na ocasião, que apenas constatou a morte no local. Em depoimento à Polícia, testemunhas disseram que estavam com a vítima, em frente da casa, tomando cerveja, quando um carro, de faróis altos, parou na frente e alguém já gritando: “não corre, não corre”. O homem que estava no banco do carona do veículo efetuou os quatro disparos, acertando Rodrigo, que ainda tentou correr para dentro de casa, mas caiu e morreu.

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Pai e filho, que já estavam sendo investigados como suspeitos do crime, se apresentaram à Polícia Civil apenas no dia 12 de novembro de 2020, uma semana após o homicídio. Foram ouvidos e liberados, na época.

Eles prestaram depoimento à polícia e teriam relatado que se tratava de uma vingança, para proteger um outro filho de José Morais, que seria usuário de drogas, pelo que devia dinheiro à vítima. Rodrigo estaria ameaçando matar o jovem por causa da dívida, conforme relataram os réus à polícia.

O delegado chefe da 17ª SDP, Marcos Felipe da Rocha, explicou na ocasião que o problema familiar com a vítima estaria se arrastando há meses, desde meados daquele ano, com várias ameaças e uma tentativa de homicídio. Conforme pai e filho, em julho de 2020 Rodrigo chegou a dar um tiro no jovem, acertando-o no pescoço. E não parou com as ameaças.

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Com medo que Rodrigo cumprisse as ameaças, eles decidiram pelo crime. Os dois homens explicaram que foi Wiliam quem teria comprado a arma e fez os disparos contra Rodrigo, com o pai, José Morais, na direção do veiculo. “Eles (pai e filho) contaram que se anteciparam, que estavam com medo de que Rodrigo matasse o familiar. O irmão comprou a arma e foram para matar. Quando viram Rodrigo, na frente da casa dele, foram feitos os disparos ", contou o delegado Marcos Felipe, sobre o depoimento dos dois suspeitos que haviam se apresentado, naquele dia.

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