Mulheres brigam em fila de cadastro habitacional em Apucarana; longas filas geram reclamações
Segundo apurou o TNOnline, a briga começou após uma mulher tentar suposta "furar a fila", que já dobra o quarteirão
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Vídeos que circulam nas redes sociais nesta terça-feira (20) mostram uma briga envolvendo pelo menos quatro mulheres que aguardavam na fila do chamamento público convocado pela União de Mutuários e Moradores de Apucarana e Região (Ummar) para o cadastro de famílias interessadas em participar de um novo projeto de habitação popular no município. As inscrições ocorrem na Rua Tamandaré, ao lado do antigo Banco Sicredi. A demora no atendimento gera reclamações no local, com a fila dobrando o quarteirão. A Ummar garantiu que todos que chegaram até as 16 horas serão atendidos. Veja acima
-LEIA MAIS: Cadastro para futuro projeto de habitação forma fila de interessados em Apucarana
Segundo apurou o TNOnline, a briga começou após uma mulher tentar suposta "furar a fila". Centenas de pessoas estão desde o início da manhã no local, muitas enfrentando o sol forte. A demora no atendimento tem gerado inúmeras reclamações. Além de mulheres e idosos, há inúmeras crianças aguardando por atendimento.
O autônomo Marcos Minoti Magri, de 63 anos, diz foi tentar "a sorte" na fila. Ele reclama da falta de atendentes. "Tem muita gente aqui. Vamos ver no que vai dar", disse.
O cadeirante Rian Robert Freitas, de 23 anos, veio acompanhado de uma vizinha para tentar se cadastrar. Ele reclamou da falta de informação para receber atendimento. O morador afirma que não sabia que precisava de xerox de documentos e não conseguir fazer o cadastro. "Olha o tanto de gente que aí esperando por atendimento?", questionou.
Conforme o edital, podem participar pessoas e famílias que comprovem necessidade de moradia e renda familiar bruta mensal de até R$ 2.850, independentemente de a renda ser formal ou informal. É requisito residir em Apucarana e estar inscrito no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico). Também não é permitido possuir débitos com bancos estatais, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade têm preferência.
DÉFICIT HABITACIONAL
A assistente social da Ummar, Aurita Bertoli, afirma que todos que chegaram até as 16 horas serão atendidos. Eles receberão senhas e serão cadastrados.
Ela explica que a entidade conseguiu 50 casas do governo federal pelo programa Minha Casa, Minha Vida Entidades na região do Colégio Três Reis de Oliveira. Naquela área da cidade, havia um projeto anterior para 330 residências, mas no governo Michel Temer a liberação dos novos imóveis por essa modalidade teria sido suspensa.
Agora, segundo Aurita, a Prefeitura liberou parte do terreno garantido na época para a construção de 50 casas conquistadas junto ao atual governo federal. No entanto, ela afirma que o objetivo é buscar novas residências porque há uma grande demanda em Apucarana. "A demanda é grande, mas não temos noção do tamanho desse déficit habitacional", disse.
Ela afirma que a modalidade Minha Casa Minha Vida Entidades tem um perfil diferente do programa original. "Nós estamos priorizando mulheres solos, mães chefes de famílias e também há uma cota para deficiente, idoso e também uma cota para comunidades tradicionais, que aqui quase não tem, que é quilombola e indígena", explica Aurita.
Ela admite que esperava grande procura, mas assinala que tentou buscar outros espaços públicos para garantir um melhor atendimento. Por isso, o cadastramento ocorreu em uma sala cedida pela Câmara. "Lamento esse sofrimento das pessoas nas filas, mas tentei outros locais públicos maiores e só consegui esse", pontua.
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