Motoristas do transporte coletivo vão votar indicativo de greve
Assembleia marcada pelo sindicato da categoria na segunda-feira (30) decide se os trabalhadores paralisam ou não
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Motoristas do transporte coletivo de Apucarana, no norte do Paraná, decidem na próxima segunda-feira (30) se aderem ou não a greve da categoria. A assembleia geral extraordinária foi marcada após divergências entre o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Anexos de Apucarana (SINCVRAAP) e a empresa concessionária do transporte público do município, em relação ao percentual de reajuste salarial dos trabalhadores.
A categoria pede 11% de aumento salarial e 153% de aumento no vale alimentação, fixando os valores em R$ 2,491 e R$ 240 respetivamente. Atualmente, o salário da categoria é R$ 2,245 com R$ 95 de vale alimentação.
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De acordo com o presidente do sindicato, Ronaldo Santana da Silva, a proposta foi rejeitada pela Viação Apucarana LTDA (VAL) que propôs reajuste salarial de 6,1% e aumento de 36,85% no vale alimentação, fixando a remuneração em R$ 2.381,45 mais vale alimentação de R$ 130. A oferta da empresa foi apresentada aos trabalhadores da categoria em assembleia realizada na última sexta-feira (20). De 131 trabalhadores, 91 participaram da votação, sendo que 71 rejeitaram a proposta da empresa.
“Essa negociação vem se arrastando há dias porque a data base da categoria é 1º de dezembro. Como até o momento ninguém se manifestou, vamos promover essa assembleia para decidir sobre uma possível paralisação. Nosso objetivo não é prejudicar a população, por isso vamos informar com antecedência sobre a nossa decisão", assinala Silva.
O sindicalista afirma que tentou negociar com a empresa e também procurou a prefeitura para dialogar, no entanto, até o momento as partes não chegaram em um acordo que beneficie os trabalhadores da categoria.
O OUTRO LADO
O advogado Victor Marcondes, representante da Val, afirma que a posição da empresa é sempre o diálogo e a conversa. De acordo com ele, a Val tem uma boa comunicação com o sindicato, entretanto, o aumento de 11% está muito acima das possibilidades.
“Em situações em que há dificuldade na negociação, e não na comunicação, recorremos a Justiça do Trabalho", comenta.
Segundo o advogado, a empresa submeteu a questão no Tribunal Regional do Trabalho e uma audiência foi marcada para segunda-feira (30) para que as partes possam ser ouvidas. Marcondes assinala que o percentual de reajuste proposto pela Val foi calculado com base na inflação acumulada no período que fechou em 5,97%.
“A empresa está negociando. Ainda não existe nenhuma proposta concreta. Mas 11% está muito acima das possibilidades, fica difícil pagar esse reajuste sem alterar o preço da passagem”, assinala o advogado.
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