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ATOS GOLPISTAS

Morador de Apucarana condenado no STF não conhece filho de 2 meses

Sentenciado a 17 anos de prisão, Matheus Lima de Carvalho Lázaro não conversa com a família desde 8 de janeiro quando foi preso, revela sogra

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Morador de Apucarana condenado no STF não conhece filho de 2 meses
Autor Matheus Lima de Carvalho Lázaro, de 24 anos, está preso em 8 de janeiro - Foto: Reprodução

O morador de Apucarana (PR), Matheus Lima de Carvalho Lázaro, de 24 anos, ainda não conhece o filho recém-nascido de dois meses, conforme contou a sogra do rapaz em entrevista ao TNOnline, na manhã desta sexta-feira (15). Casado há cerca de dois anos, este é o primeiro filho do rapaz, que foi condenado a 17 anos de prisão em regime fechado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O jovem não tem contato com a família desde a prisão por envolvimento nos atos golpistas do dia 8 de janeiro.

Matheus viajou de Apucarana para Brasília de ônibus e foi até à Esplanada dos Ministérios com dois amigos que se encontravam acampados no Quartel-Geral da capital federal.

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- LEIA MAIS: Ataque aos Três Poderes: STF condena apucaranense a 17 anos de prisão

Lázaro foi condenado a 17 anos, sendo 15 anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado e, na sequência, mais 1 ano e seis meses de detenção em regime aberto. Ele também terá que pagar uma multa de aproximadamente R$ 44 mil. O apucaranense foi o terceiro de 1.345 réus julgados por depredação das sedes dos Poderes.

"Nossa família está indo à igreja rezar pelo Matheus, para que a situação possa ser revertida. A família está indignada, pois a corda arrebenta para o lado mais fraco, ele é trabalhador, nunca faltou um dia de trabalho. Criminosos do tráfico, assassinos, não são punidos, mas meu genro, que não tirou sangue de ninguém, foi condenado injustamente” , lamentou a sogra em conversa com a reportagem. Ela pediu para não ter o nome publicado.

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A mulher salientou que a filha passa por algumas dificuldades, como o pagamento do aluguel da residência que vive, gastos com o filho recém-nascido, e afirmou que a ajuda como pode, pagando despesas como água e luz. A sogra foi questionada se a família conta com o apoio de algum advogado, mas não soube informar. Uma das últimas postagens de Matheus nas redes sociais é um vídeo do ultrassom do filho.

O jovem trabalha como entregador há três anos em uma empresa de produtos de limpeza, em Apucarana, e conforme o proprietário do local sempre foi um funcionário exemplar. “Matheus é um rapaz amoroso, um menino de ouro, trabalha na minha empresa há três anos, fazendo entregas aqui, ele é um funcionário exemplar. Quando ele sair da prisão terá o emprego novamente, na empresa se ele quiser, estamos em luto, muito tristes por toda essa situação. E estamos dando todo apoio a esposa e o filho deles”, explicou Sidnei José de Oliveira.

Ainda conforme Sidnei, na época, o rapaz pediu a sexta-feira e o sábado para viajar até Brasília. O chefe conta que o aconselhou a pensar melhor, pois a viagem era longa e algo poderia acontecer, pois a estrada é perigosa. Mas conforme ele, Matheus estava muito animado, feliz com a viagem e em poder conhecer Brasília e defender um ideal. O jovem não saiu de Apucarana com o intuito de fazer parte de um ataque aos Três Poderes, de acordo com o relato.

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A reportagem tentou contato com a esposa do Matheus, mas ela não atendeu as ligações. A reportagem apurou que ela não quer falar com a imprensa. O bebê é um menino. A reportagem conversou com outros familiares do apucaranense preso. Assustados e abalados com a repercussão do caso, eles preferiram não dar entrevista.

Julgamento

O ministro Alexandre de Moraes afirmou que o caso do apucaranense Matheus Lima de Carvalho Lázaro, de 24 anos, é o que tem o maior número de provas nos processos sobre os "atos golpistas".

Segundo Alexandre de Moraes, há fotos e vídeos comprovando a participação do apucaranense na invasão. Ele também citou que o rapaz contou em depoimento que estava acampado há 60 dias em frente ao 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec) e que foi soldado do próprio Exército em Apucarana.

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