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Mães, amigos e familiares organizam manifestação em Apucarana

O protesto deve começar às 17h, nesta segunda-feira (27), em frente ao Colégio Padre José Canale

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Mães, amigos e familiares organizam uma manifestação em homenagem e para pedir justiça pela morte do adolescente Alekson Kongeski, de 13 anos, que faleceu na última terça-feira (21), após uma briga no Jardim Ponta Grossa, em Apucarana. O protesto deve começar às 17h, nesta segunda-feira (27), em frente ao Colégio Padre José Canale, instituição onde o garoto estudava.

Maria Madalena de Souza Cassiano é uma das mães envolvidas na manifestação. Na manhã desta segunda preparava cartazes que serão utilizados no protesto. Ela tem uma filha, de 15 anos, que era amiga da vítima e estuda no colégio. "Será uma manifestação pacífica, vamos pedir mais segurança na saída do colégio e queremos a saída do diretor. Convidamos todas as mães, pessoas que moram no bairro para participar desse momento, em lembrança ao Alekson e para pedir justiça pela morte dele. Tenho filha, sobrinhos que estudam lá e como mãe, parece que sou eu que perdi um filho também. Eu tentei separar a briga, eu tentei, estava lá. Minha filha era amiga dele e está bem vulnerável, transtornada", disse.

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Familiares do jovem, como os avós, mãe e primas também devem participar da manifestação. "Será uma manifestação pacífica, queremos a troca de diretor, queremos outra pessoa à frente da instituição. Vamos nos reunir em homenagem à memória do meu primo, um menino alegre, lindo, que tinha a vida toda pela frente", disse Jhenyffer Vitória Venâncio.

Nas redes sociais e em grupos de WhatsApp a mobilização de pessoas para a manifestação de hoje é grande. As mães também pedem o fim do horário estendido no período vespertino, que atualmente é até às 18h30. A direção do colégio informou que nesta segunda, a saída da tarde vai acontecer mais cedo, às 17h50.

Aulas são retomadas em colégio de Apucarana após morte de adolescente

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O Colégio Cívico-Militar Padre José Canale, no Jardim Ponta Grossa, em Apucarana, no norte do Paraná, voltou às aulas nesta segunda-feira (27). A instituição estava fechada desde o dia 22 após a morte do estudante Alekson Ricardo Kongeski, de 13 anos, que faleceu na noite do dia 21.

Para o retorno dos alunos, a partir desta manhã, o colégio realiza ações junto à comunidade escolar com psicólogos. A enfermeira Elisangela Gaspar Teixeira Castoldi, chefe da divisão de Saúde Mental, explica que 10 profissionais estarão à disposição de alunos, professores e pais que precisam de apoio neste momento.

"Em virtude do que ocorreu, a Prefeitura de Apucarana colocou esses profissionais à disposição caso haja necessidade de uma conversa e atendimento particular. Nós já temos a Aline que vem todas as terças desde março e acompanha os estudantes. Ela vai dar apoio para esses psicólogos durante a manhã", explica.

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A enfermeira diz que o objetivo é reforçar ainda mais a questão da humanização, amor e paz dentro do colégio. "É um momento difícil para todos e a gente não tem uma receita porque é algo novo. Vamos cuidar de todos nesse momento. Vamos abordar temas como brigas entre os estudantes, e ressaltar ainda mais essa questão de humanização, amor e paz entre os colegas", acrescenta.

- LEIA MAIS: Garoto que morreu após briga em Apucarana sonhava em ser policial

A Secretária de Educação, através no Núcleo Regional de Educação (NRE) divulgou uma nota, informando que o colégio vai contar com mais segurança na saída dos alunos da tarde. Confira na íntegra:

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"A SEED, o NRE e o CCM padre José Canale estão em luto. Somos solidários com a família do nosso querido aluno Alekson e com todas as pessoas que o amam.

Sabemos que nada vai trazê-lo de volta. Mas podemos fazer algo pelos outros estudantes, colegas de Alekson e nossos alunos.

O colégio quer que todos e todas se sintam acolhidos e acolhidas, seguros e seguras. Diante desse trágico acontecimento, a escola tomou uma série de ações para a segunda-feira, dia 27/06, no retorno às aulas:

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- Policiamento ostensivo do 10° Batalhão, do Batalhão da Patrulha Escolar e da Guarda Municipal no entorno do colégio;

- Foi colocado em estudo, para o mais breve possível, uma adequação no horário das aulas, para melhorar a segurança da saída dos alunos da tarde;

- Será feito um trabalho de acolhimento aos alunos, por parte de profissionais da saúde mental do município e do estado com apoio de psicólogas;

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- Foi criado uma comissão entre SEED, NRE e Colégio a fim de encontrarmos estratégias de trabalho para beneficiar o bom andamento da escola;

O NRE, Equipe Diretiva, Equipe Pedagógica e a Equipe Militar do CCM Pe José Canale estão à disposição daqueles que precisarem conversar ou tirar alguma dúvida.

Estamos juntos e juntas neste momento difícil. A dor da família é a dor de todos e todas nós"

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Adolescente de 15 anos envolvido em briga se apresenta na polícia

O delegado-adjunto da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Felipe Ribeiro Rodrigues, confirmou na sexta-feira (24) que o adolescente de 15 anos apontado como principal envolvido na briga com o estudante Alekson Ricardo Kongenski, de 13 anos, se apresentou acompanhado da mãe para prestar esclarecimentos. Alekson morreu na terça-feira (21) após troca de agressões entre menores no Jardim Ponta Grossa. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre a causa do óbito, no entanto, ainda não foi concluído.

O delegado não quis dar mais detalhes sobre o depoimento do adolescente de 15 anos, que foi colhido na quinta-feira (23), mas observou que não há “nenhum fato novo” no inquérito. Segundo ele, a principal linha de investigação continua sendo de que Alekson morreu após sofrer um mal súbito após o desentendimento entre os adolescentes. No entanto, ele ponderou que aguarda a finalização do laudo da causa da morte. “O médico (legista) do IML pediu exames complementares, que devem ficar prontos dentro de dez dias”, informou o delegado.

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Felipe Ribeiro Rodrigues ouviu pelo menos cinco adolescentes envolvidos direta ou indiretamente na briga com Alekson, que ocorreu nas imediações do Colégio Estadual Cívico-Militar Padre José Canale, no Jardim Ponta Grossa, no início da noite de terça-feira (21). As discussões entre os menores ocorreram após o horário de aulas, envolvendo estudantes do "Padre José Canale" e também de outro colégio.

-LEIA MAIS: Caso Alekson:"Era meu companheiro para tudo", diz avô; assista

Em entrevista ainda na quarta-feira (22), o delegado disse que a briga ocorreu por “motivos banais”, “da rotina juvenil", envolvendo diretamente Alekson e o adolescente de 15 anos ouvido nesta quinta-feira na delegacia. “Não envolveu vários contra um. Os outros estavam estimulando. E não foi usado qualquer objeto, como pau ou pedra, ou mesmo alguma arma na briga. Por isso, pelos indícios, a provável causa mortis não seja algum trauma decorrente da briga”, disse o delegado ainda na quarta-feira.

Alekson foi sepultado na quinta-feira (23) no Cemitério Cristo Rei. A família do garoto conta que ele sofria de crise convulsivas e tomava medicação, mas sustenta que a morte foi decorrente da briga e aguarda também pelo desfecho das investigações.

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