Mãe é presa por conivência com estupro da filha em Apucarana
A vítima, uma menina que atualmente tem 12 anos, denunciou que sofria abuso do padrasto desde os sete anos de idade
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Uma mulher de 28 anos foi presa na manhã desta quarta-feira (25) por conivência com o abuso sexual da própria filha em Apucarana (PR). A polícia investiga o caso desde 2022 e a prisão ocorreu somente agora após sentença judicial. A mãe da vítima foi condenada a cumprir 14 anos de cadeia. Já o abusador, que é companheiro da mulher, foi condenado a cumprir pena de 25 anos.
De acordo com a delegada Luana Lopes, a vítima de estupro, uma menina que atualmente tem 12 anos de idade, denunciou que sofria abuso sexual do companheiro de sua mãe desde os sete anos de idade. A família era moradora do Distrito de São Pedro do Taquara.
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"A mãe foi presa pelo crime de estupro de vulnerável. Ela foi investigada junto do padrasto da vítima. A adolescente relatou à polícia que sua mãe sabia dos abusos", conta.
Ainda, de acordo com as investigações, os abusos eram frequentes e envolviam inclusive a penetração.
"A vítima relatou que sofria abuso desde os sete anos de idade. Que seu padrasto tocava em suas partes íntimas e também a fazia tocar nas partes dele. Ele também fazia com que a vítima tirasse a roupa, e também havia penetraçáo durante os abusos", relata a delagada.
Quando a mãe foi ouvida na delegacia, sua versão da história foi incoerente e a Polícia Civil seguiu as investigações.
"Concluímos que essa mãe foi conivente com os abusos. Pois para ela estava tudo normal dentro de casa. Ainda nos relatou que a menina nunca havia ficado sozinha com o padrasto, e por fim ainda afirmou que continuaria vivendo com o abusador de sua filha. Foi esse o motivo que nós a indiciamos", conta.
Por fim, a delegada faz um apelo às mães que ignoram sinais ou até mesmo denúncias de abuso dentro de casa. "Eu faço um apelo a essas mães, que fique um alerta, tomem cuidado com a conduta que vão ter, porque aqui na delegacia a gente vê muitas mães que ficam ao lado dos abusadores, apoiam os abusadores, desconfiam da versão da criança e ser conivente com isso também é crime", finaliza.
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