Lucas Leugi propõe audiência pública para debater dívida de Apucarana
Vereador defende participação popular em reparcelamento que pode impactar as finanças municipais pelos próximos 30 anos
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A Câmara Municipal de Apucarana iniciou suas sessões ordinárias com o foco voltado para a composição das comissões e o debate sobre a dívida do município. O vereador Lucas Leugi (PSD) anunciou que irá propor a realização de audiências públicas e reuniões com diversos setores da sociedade para discutir o projeto de reparcelamento, que, segundo ele, terá reflexos diretos nas próximas três décadas.
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De acordo com o parlamentar, embora a administração atual tenha trazido o tema ao debate, o processo ainda depende de uma lei autorizativa. "Toquei no assunto importante que é em relação à dívida, que nós a Câmara, nós entendemos o esforço do prefeito, da prefeitura, entendemos que essa administração depois de vários anos trouxe esse tema para ser debatido, mas dizer que não houve parcelamento, não houve a composição de dívida. Isso é num momento posterior", explicou Leugi.
O vereador enfatizou a necessidade de ouvir o setor produtivo, comercial e a classe trabalhadora antes de qualquer votação decisiva. "Vou propor audiência pública pra gente saber o que está sendo reparcelado, pras pessoas saberem, pras pessoas optarem, pras pessoas opinarem sobre aquilo que vai ser o futuro da cidade pelo menos pelos próximos 30 anos, e se é vantajoso ou não. Eu vou votar de acordo com a avaliação dos apucaranenses", afirmou.
Durante a sessão, Leugi também comentou sobre um embate jurídico envolvendo a gestão municipal e o seu mandato. O caso refere-se a um pedido de direito de resposta motivado pelo uso de deepfake. O parlamentar reconheceu o equívoco no uso da tecnologia: "Confesso que particularmente eu errei na questão do deepfake, não deveria ter feito".
Entretanto, uma decisão da Primeira Turma Recursal do Juizado Especial de Curitiba suspendeu o processo devido a erros procedimentais na ação movida pela prefeitura. Segundo o vereador, a justiça acatou um mandado de segurança por entender que o rito escolhido pelos autores foi inadequado. "A juíza de direito da Primeira Turma Recursal do Juizado Especial em Curitiba garantiu que esse processo fosse suspenso, tendo em vista que o procedimento é outro, não aquele na qual o autor da ação entrou na justiça contra o nosso mandato", concluiu.
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