Laudo aponta que vítima de feminicídio sofreu 18 facadas em Apucarana
Mulher tentou se defender do agressor; crime em Apucarana foi presenciado pela filha de 4 anos
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Um laudo pericial preliminar revelou que a moradora vítima de feminicídio, na madrugada de domingo (29) em Apucarana (PR), foi atingida por 18 golpes de faca. O crime, que ocorreu na frente da filha da mulher, de apenas 4 anos, aconteceu em uma residência no Jardim Casa Grande. O suspeito do assassinato foi preso no final da tarde de segunda-feira (30) por um policial militar de folga. Veja o vídeo acima
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Inicialmente, as equipes que atenderam a ocorrência visualizaram pelo menos oito perfurações no local do crime. No entanto, a análise da Polícia Científica constatou 18 golpes de faca. O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, explicou a atualização dos dados após contato com o legista. "Pelo menos ele (perito) visualizou no corpo da vítima 18 ferimentos de faca. Talvez ferimentos esses que nem todos sejam perfurocortantes, alguns apenas cortantes, mas totalizando 18 no corpo da vítima", afirmou.
O laudo também evidenciou o desespero da mulher em sua luta pela vida. "As lesões de defesa, como o próprio nome já diz, retratam que a vítima busca se defender. É quando ela coloca a mão para evitar o golpe de faca; muitas vezes, ela tenta segurar a faca com a qual o agressor está golpeando. Havia na mão esquerda dela, conforme conversado com o perito, pelo menos três ou quatro lesões bem características de defesa", detalhou o delegado.
Toda a violência foi presenciada pela filha da vítima. A Polícia Civil já realizou a escuta especializada da menor de 4 anos, que confirmou ter visto o agressor desferir os golpes contra a mãe. Devido à idade, a menina não soube explicar a motivação da briga.
A prisão do suspeito aconteceu no final da tarde de segunda-feira (30), quando um policial militar de folga transitava com seu veículo e reconheceu o suspeito saindo de um local. O investigado reagiu de forma violenta à tentativa de prisão. "Durante a abordagem, esse indivíduo chegou a reagir; inclusive, chegou a pegar o canivete e ameaçar ir para cima do policial. Houve a necessidade de o policial efetuar um disparo e, aí, ele acabou se rendendo", relatou o delegado. O PM, mesmo sozinho, conseguiu conter o homem até a chegada de reforços.
O suspeito do crime já acumula um histórico de passagens criminais. Ele cumpria pena por um crime contra a dignidade sexual cometido em 2015 e possui passagem por ameaça no âmbito de violência doméstica registrada em 2021.
Segundo o delegado, o mandado de prisão preventiva foi expedido em menos de duas horas e meia após a representação da Polícia Civil. Na delegacia, durante o interrogatório formal e na presença de advogados, o suspeito optou por exercer seu direito constitucional de permanecer em silêncio.