Homem morre em Apucarana após introduzir objeto nas partes íntimas
Vítima de 40 anos estaria em uma videochamada no momento do incidente; Polícia Civil aguarda laudo de necropsia
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Um homem de 40 anos morreu nesta terça-feira (14), em Apucarana (PR), após passar dias internado em estado grave no Hospital da Providência. Ele teria introduzido um objeto no próprio ânus, dando entrada na unidade de saúde na noite de sábado (11) com um quadro severo de hemorragia e não resistiu às complicações clínicas. A Polícia Civil acompanha o caso.
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De acordo com o delegado da 17ª Subdivisão Policial (SDP), André Garcia, as informações iniciais apontam que não houve participação de terceiros no local. "Segundo consta, ele teria introduzido um objeto no próprio corpo e isso acabou causando uma hemorragia interna, um choque hipovolêmico, e, além disso, houve um quadro de infecção generalizada, septicemia. Somando esses dois fatores, ele acabou não suportando a gravidade da situação e morreu na terça-feira", detalhou a autoridade policial. Assista a entrevista no fim da matéria.
A suspeita é de que a vítima participava de uma conversa online no momento do ocorrido. Embora depoimentos formais ainda não tenham sido tomados, relatos apontam para esta situação. "Existe a informação de que ele estaria em conversa, talvez uma videochamada, com outra pessoa. Durante esse evento, é que ele acabou se autolesionando e morreu", afirmou André.
O agravamento do quadro de saúde também é atribuído ao fato da vítima estar sozinha quando tudo aconteceu. "Por conta de não ter ninguém ali próximo a ele, houve uma demora no socorro, e talvez isso tenha agravado a situação clínica dele", informou o delegado.
Devido à piora rápida em seu estado de saúde, os investigadores não conseguiram ouvir o homem no hospital. O delegado também explicou que estas informações preliminares foram trazidas pelos próprios familiares da vítima.
A Polícia Civil aguarda os trâmites periciais antes de formalizar a investigação. "Nós não instauramos inquérito policial ainda porque precisamos determinar com precisão a causa da morte. Havendo indícios de qualquer crime, mesmo que sejam indícios remotos, o procedimento vai ser instaurado", concluiu André.
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