Greve do transporte coletivo de Apucarana chega ao fim; saiba mais
A categoria aceitou a nova proposta da Viação Apucarana Ltda (VAL)
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Após quase quatro dias de greve, motoristas e funcionários do transporte coletivo de Apucarana entraram em acordo com a Viação Apucarana Ltda (VAL) e colocaram um fim à paralisação na manhã desta segunda-feira (13). De acordo com o presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Anexos de Apucarana (SINCVRAAP), Ronaldo Santana da Silva, o reajuste salarial aprovado pela categoria foi de 6,9% e aumento de 42% no vale alimentação.
A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária realizada pelo sindicato com a participação de 79 trabalhadores, sendo que, 72 votaram pelo fim da greve, cinco pela continuidade da paralisação, um nulo e outro em branco.
"No piso salarial se manteve a proposta de aumento de 6,9% no salário da categoria, que passaria de R$ 2.245 para R$ 2.400, além de reajuste no vale alimentação, que sairia dos R$ 95 para R$ 135. De março a maio no valor de R$ 155. De Junho a Agosto no valor de R$ 175,00 e de setembro a novembro no valor de R$205, valor este, que servirá de base de cálculo da futura negociação dezembro 2023/24", explica o sindicalista.
Além de apresentar a nova proposta da VAL, o sindicato orientou os trabalhadores sobre as consequências da manutenção da greve. "A empresa apresentou a proposta na parte da manhã, conversamos com os trabalhadores e fizemos a assembleia na sequência. Orientamos os trabalhadores sobre os problemas que poderiam ocorrer, pois esse é o nosso papel. Mas a decisão de aceitar ou não a proposta é da categoria. O sindicato apenas pontua os problemas", assinalou.
O sindicalista avalia que o reajuste acordado representou um avanço significativo para os trabalhadores da categoria. "A inflação em setembro estava 5,9%, os trabalhadores tiveram reajuste de 6,9% então houve um ganho real. Com certeza foi um avanço significativo", destacou.
As negociações com a empresa foram conduzidas pelo advogado Victor Marcondes, que representa a VAL que ressaltou a importância do subsídio concedido pela prefeitura para que a empresa pudesse avançar na negociação.
"Tentamos mostrar quais eram as possibilidades e o que já tínhamos feito de esforço possível para melhorar a proposta. Mostramos que a empresa cumpriu com o seu papel. O subsídio da prefeitura também colaborou, pois o transporte coletivo não é uma atividade que se sustenta", comentou.
Desde o dia 10/2, a nova tarifa entrou em vigor. O preço da passagem foi reajustado para R$ 4,70, com subsídio da Prefeitura Municipal aprovado pela Câmara de Vereadores de R$ 0,70, o usuário paga R$ 4. Após os trabalhadores votarem pelo fim da greve, a VAL se prontificou a organizar a escala dos trabalhadores e o serviço foi normalizado na tarde desta segunda-feira.
PROPOSTA
A proposta aceita pela categoria foi a terceira apresentada pela VAL durante as negociações que se arrastaram por dois meses. A data base dos trabalhadores é 1º de dezembro. Na primeira, a empresa concessionária do transporte coletivo propôs um aumento de 6,01% nos salários e de 36,85% no vale alimentação, fixando a remuneração em R$ 2.381,45 e o vale alimentação em R$ 130.
Na segunda a empresa ofereceu aumento de 6,9% no salário da categoria, que passaria de R$ 2.245 para R$ 2.400, além de reajuste de 42% no vale alimentação, que sairia dos R$ 95 para R$ 135, com reposição de mais R$ 70 a partir de dezembro, fixando o valor do vale em R$ 205.
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