Golpe do boleto falso: especialista alerta para aumento de fraudes no financiamento de veículos
Aproveitando a ausência de carnês físicos, golpistas enviam cobranças idênticas às dos bancos; conferir o nome do credor é a principal dica
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O aumento de fraudes envolvendo o pagamento de boletos falsos de financiamento de veículos tem gerado alerta no setor de crédito de Apucarana. A transição dos antigos carnês físicos para formatos digitais abriu brechas para criminosos, que interceptam dados e simulam cobranças idênticas às originais. Segundo o proprietário da Balan Financiamentos, Geraldo Balan, a situação tem se tornado cada vez mais rotineira nos escritórios do setor. "O que tem acontecido com muita frequência são as pessoas virem aqui e reclamarem que pagaram um boleto falso", afirma o empresário.
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A fraude ocorre frequentemente quando os clientes tentam emitir as parcelas mensais de carros, motos ou caminhões por meio de aplicativos ou mensagens. Os golpistas enviam um documento manipulado que convence a vítima pela riqueza de detalhes visuais. "Quando a pessoa pega o boleto e imprime, está lá o logotipo, a marca do banco, o número da parcela e o valor exato. Porém, quando você digita o pagamento, o crédito não vai para a conta do banco que fez o financiamento. O crédito vai cair na conta de um golpista, de um hacker", explica Balan. O cliente só percebe que possui um comprovante falso quando a verdadeira instituição financeira passa a cobrar a parcela em aberto.
Outra tática comum dos criminosos é atrair as vítimas oferecendo falsos abatimentos para a quitação total do contrato, aproveitando-se da falta de familiaridade de alguns consumidores com as plataformas digitais. "Os golpistas oferecem um desconto grande para quitar o contrato. A pessoa vai atraída por esse valor bem abaixo do que estava pensando em pagar, e é aí que o criminoso ganha", alerta o especialista, ressaltando a importância de não acreditar em propostas com valores mirabolantes.
Para evitar o prejuízo, a principal orientação é conferir atentamente o nome do beneficiário na tela do aplicativo, no caixa do banco ou na lotérica antes de concluir a transação, garantindo que o dinheiro vá para a instituição credora correta ou pedir ajuda para algum funcionário do banco ou da lotérica. Em caso de dúvida, a recomendação é não pagar e procurar a loja onde o veículo foi financiado. Caso o consumidor já tenha caído na armadilha, é fundamental agir com rapidez. "O primeiro passo é fazer um boletim de ocorrência virtual. Segundo, é tentar junto ao banco que recebeu o dinheiro, ligando no 0800, informar o ocorrido para tentar segurar esse valor", orienta Balan.
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