Familiares de jovem vítima de acidente marcam protesto em Apucarana
Entregador foi atingido por caminhonete durante o trabalho; motorista estava com sinais de embriaguez e dirigia sem CNH
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Familiares e amigos do entregador Matheus Santos Clemente, 25, que morreu em 1º de fevereiro deste ano, dois dias após ser atingido por um motorista de uma caminhonete, realizam nesta quarta-feira (26), às 15h30, um protesto em frente ao Fórum Desembargador Clotário Portugal, em Apucarana. A mobilização vai ocorrer durante a primeira audiência de instrução do caso, quando devem ser ouvidas testemunhas e também o motorista do veículo responsável pela colisão. O condutor foi preso em flagrante por embriaguez ao volante e estava dirigindo com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida.
O protesto também contará com a presença de motociclistas. Matheus trabalhava como entregador em uma loja de conveniência, quando a moto que conduzia foi atingida por volta das 21h20 por uma caminhonete modelo Nissan Frontier.
O entregador chegou a ser encaminhado para o Hospital da Providência, mas não resistiu aos ferimentos. A morte do rapaz gerou grande repercussão em Apucarana. Solteiro, ele morava com os pais Joana, 64, e Paulo, 60, e tinha duas irmãs, Bruna, 36, e Paula, 30, além de um grande número de amigos.
Bruna afirma que a manifestação tem como objetivo pedir justiça. “Queremos que o responsável pelo acidente seja punido. Ele estava embriagado, sem poder dirigir”, lembra a irmã do rapaz. Os familiares mandaram fazer uma camiseta, destacando um traço marcante da personalidade do jovem: “Deve estar impressionado os anjos com sua risada”. A frase é adaptada de uma música do sertanejo Gustavo Mioto.
Bruna afirma que o responsável pelo acidente, que responde o processo em liberdade, não procurou a família em nenhum momento. "É muito triste, difícil de superar", assinala, observando que mãe faz ainda terapia para amenizar a dor da perda.
A advogada da família, Daniela Pacheco, comenta que o processo está na fase inicial. No entanto, ela observa que há elementos suficientes no processo para que o motorista, que tem 33 anos, seja enquadrado por homicídio com dolo eventual, quando o responsável pelo acidente que resulta em óbito assume o risco de matar.
Segundo ela, o inquérito mostra que o motorista da caminhonete dirigia sem CNH desde 2019, havia ingerido bebida alcoólica e se evadiu do local do acidente sem prestar socorro à vítima.
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