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Família de motorista da saúde vive drama para sepultar corpo

Caio Prado morreu em acidente na BR-376; corpo foi carbonizado o que dificulta liberação do IML

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Família de motorista da saúde vive drama para sepultar corpo
Autor Caio era muito conhecido na cidade - Foto: REPRODUÇÃO

A família de Caio Prado, 61 anos, morto em um acidente de trânsito ocorrido na BR-376, em Apucarana, norte do Paraná, vive um drama para liberar o corpo do motorista. Caio dirigia um Fusca que pegou fogo após colidir contra um Cruze, na noite da última quarta-feira (12), em trecho da BR-376 próximo ao Distrito de Vila Reis. Com a batida, o Fusca pegou fogo e o corpo do motorista foi carbonizado o que dificulta a identificação para liberação.

Desde então, o corpo permanece no Instituto Médico Legal (IML) e para conseguir a liberação para sepultamento é preciso fazer a identificação por arcada dentária ou exame de DNA. A filha de Caio, Miriele Martins Elvira Prado, explica que não conseguiu nenhum laudo odontológico do pai para conseguir liberar o corpo.

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- LEIA MAIS: Vítima fatal de acidente era condutor de ônibus da Saúde de Apucarana

“Meu pai usava uma 'ponte' dentária e ele trocou. Com esse laudo eu poderia fazer o reconhecimento, só que eu não consegui nada que comprove que ele fez esse tratamento dentário”, explica.

De acordo com Miriele, a identificação pela arcada dentária levaria três dias para a liberação do corpo para o velório e sepultamento. Outra alternativa seria o exame de DNA que, segundo ela, demora de quatro a seis meses para sair o resultado, o que para a família será uma espécie de tortura emocional.

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“Todo mundo sabe que é o meu pai. O fusca dele era único na cidade. Se não, ele estaria aqui com a gente. Essa demora me deixa inconformada, o descaso, porque meu pai tem 30 anos de Autarquia de Saúde, todo mundo conhece ele aqui na cidade, por ser funcionário público. Eu não quero ver meu pai seis meses no IML para só depois fazer o sepultamento, por isso procuramos um meio mais rápido, procuramos um advogado”, conta.

Miliele foi orientada a procurar o Fórum da Comarca de Apucarana e fazer uma declaração para sepultar o pai sem a identificação. Ela conta que levou diversas provas, inclusive, reportagens publicadas em sites locais para mostrar que a notícia da morte dele havia sido confirmada e amplamente divulgada. Ela afirma que o objetivo é agilizar o rito fúnebre - velório e enterro - e depois regularizar a situação perante a lei com o devido reconhecimento com o resultado do exame de DNA.

“Eu ainda não tive a oportunidade de viver o luto da morte do meu pai. Estou cansada, sem dormir. Tem as irmãs do meu pai que estão na cidade aguardando o sepultamento. Então a gente procurou um meio mais rápido. Eu fiz a declaração pedindo a autorização da juíza, podendo sepultar ele sem identificação e depois a gente regulariza isso. Então eu peço que o judiciário aceite o requerimento e libere o corpo”, solicita.

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ACIDENTE

A colisão envolveu um Fusca e um GM/Cruze na pista sentido Califórnia. Houve capotamento após a colisão e os dois automóveis incendiaram após o acidente. Uma pessoa chegou a ser retirada do Cruze, mas o motorista do Fusca ficou preso às ferragens e morreu no local. Morador do Núcleo Habitacional João Goulart, Caio era condutor de ônibus da Autarquia de Saúde de Apucarana há mais de 20 anos e transportava pacientes para Curitiba.


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