Falta de sinalização ou imprudência? Cruzamento da rua Nova Ucrânia vira local de acidentes
Mudança no tráfego da Nova Ucrânia expõe conflito entre o desrespeito às regras e as queixas sobre a visibilidade
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O alto índice de acidentes de trânsito no cruzamento das ruas Nova Ucrânia e Saul Guimarães da Costa nas proximidades do cemitério Cristo Rei, em Apucarana, tem gerado debate entre a população e o poder público. A instalação de um semáforo no local alterou a dinâmica do tráfego, proibindo conversões à esquerda, regra que vem sendo sistematicamente desrespeitada e resultando em colisões frequentes, tanto durante o dia quanto à noite.
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Para a Secretaria de Segurança e Trânsito de Apucarana, o problema não está na infraestrutura, mas na postura dos condutores. O secretário Almir Antonio de Freitas é categórico ao afirmar que a sinalização é adequada. "O principal é a falta de conscientização, porque o local lá está sinalizado, não só vertical, mas também na horizontal", explica. Segundo ele, é estritamente proibido virar à esquerda para quem trafega entre o bairro Jabuti e o Jardim das Flores. "Então, esses duplos sentidos, eles não podem converter."
A dinâmica das vias agrava o risco das infrações. O secretário destaca que a Rua Nova Ucrânia possui uma topografia elevada, o que compromete o campo de visão dos motoristas que tentam realizar manobras proibidas. "Então, o ponto de visão ali é menor. Então, se o cara chegar ali, ambos os lados, e fazer essa conversão irregular, ele vai acabar colidindo com o veículo. Porque muitas vezes ele não visualiza", detalha Almir.
A visão do poder público é respaldada por parte de quem trabalha no local. Elson Carlos Brambilla, vendedor de espetinhos que atua de segunda a sábado na esquina do cruzamento, confirma a frequência das batidas e a responsabilidade de quem está ao volante. "Eles não respeitam a sinalização, eles viram a esquerda que não pode virar, e eles normalmente não obedecem as placas", relata o trabalhador. Para ele, a solução seria punitiva: "Se tivesse as câmeras para multar, aí os motoristas iam obedecer, porque eles só obedecem quando dói no bolso, né?".
No entanto, há quem questione a eficácia da sinalização atual. O empresário Mizael Valete dono de uma barbearia localizada há um ano e quatro meses na mesma via aponta que o semáforo dificultou a leitura do trânsito no cruzamento. "Eu acredito que seja por causa da visibilidade das placas, né. Pessoas não conseguem ter uma visibilidade bem clara da onde foi colocada as placas", argumenta. Ele acrescenta que fatores naturais atrapalham ainda mais: "Às vezes o sol se põe do lado oposto, traz uma visibilidade horrível para gente que está subindo daqui para lá."
Apesar das reclamações sobre a visibilidade, a Prefeitura não planeja intervenções a curto prazo na engenharia de tráfego do cruzamento. ". O secretário Almir ressalta que o semáforo indica claramente que a única direção permitida é seguir em frente. Para o chefe da pasta, a raiz do problema é comportamental. "É que muita gente prefere fazer o errado do que fazer o certo, por causa de 50, 100 metros a mais, ele prefere fazer o errado ali na Nova Ucrânia", conclui.
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