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EXTORSÃO

Falso traficante causa pânico em postos de saúde de Apucarana para aplicar golpe

Criminoso simulou ter comparsas feridos com fuzis e exigiu dinheiro via Pix para não atirar contra pacientes e sequestrar equipe médica

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Falso traficante causa pânico em postos de saúde de Apucarana para aplicar golpe
Autor Unidade Básica de Saúde no Sumatra, em Apucarana - Foto: Reprodução

A manhã de quinta-feira (19) foi de pânico para funcionários de duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Apucarana (PR). Um criminoso realizou uma série de ligações telefônicas ameaçando invadir os locais com criminosos fortemente armados. O que inicialmente parecia uma situação de perigo iminente e ataque a tiros, no entanto, revelou-se um golpe para extorquir dinheiro dos profissionais de saúde.

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O primeiro alvo do estelionatário foi uma unidade de saúde localizada na Vila Shangri-la. Por telefone, o homem ligou questionando se o local estava muito cheio e afirmou que estava a caminho para buscar atendimento para um comparsa que havia sido baleado no braço. Durante a conversa, ele conseguiu o telefone celular da médica de plantão. Logo em seguida, o tom mudou e o homem passou a fazer ameaças diretas, afirmando que invadiria o local armado.

Cerca de meia hora depois, o mesmo golpista entrou em contato com o posto de saúde do bairro Sumatra. Desta vez, ele elevou o nível do terror psicológico. Identificando-se como membro de um grupo de traficantes, o homem afirmou que havia acabado de sair de um confronto e estava escondido em um terreno baldio próximo com mais oito comparsas armados com fuzis. Ele exigia atendimento para um dos criminosos, que estaria com uma fratura exposta.

O golpista foi taxativo: se o atendimento não fosse realizado imediatamente, o grupo invadiria o posto, atiraria contra os pacientes e funcionários, e sequestraria as enfermeiras e médicas para que tratassem o ferido em outro local.

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Para tentar dar veracidade à história, o homem pediu um número de celular para enviar um vídeo do suposto ferido. Uma das profissionais de saúde forneceu o contato na tentativa de entender a situação. Foi por meio de mensagens de aplicativo que o criminoso revelou a verdadeira intenção: passou a exigir que a vítima fizesse um empréstimo e transferisse R$ 900 via Pix para que o "ataque" fosse cancelado.

Percebendo que se tratava de uma tentativa de extorsão, a equipe de enfermagem manteve o criminoso na linha para ganhar tempo, enquanto outros funcionários acionavam a Polícia Militar e trancavam as portas e portões da unidade por medida de segurança.

As equipes policiais foram até os dois postos de saúde, garantiram a segurança dos funcionários e registraram a ocorrência. As investigações agora devem focar em identificar a origem das ligações, que partiram de um número telefônico com DDD 42.

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