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Entrega de imóveis aumenta 20% no 1º quadrimestre em Apucarana

De janeiro a abril, a Secretaria Municipal de Obras emitiu 137 autos de conclusão de construção

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Entrega de imóveis aumenta 20% no 1º quadrimestre em Apucarana
Autor Para a prefeitura, o aumento é positivo - Foto: Arquivo TNOnline

A entrega de imóveis cresceu 20% no primeiro quadrimestre deste ano em Apucarana. De janeiro a abril, a Secretaria Municipal de Obras emitiu 137 autos de conclusão de construção, documento conhecido como habite-se, contra 114 no mesmo período do ano passado. Para a prefeitura, o aumento é positivo pois significa um maior número de imóveis dentro dos parâmetros estabelecidos.

Segundo a engenheira civil da prefeitura, Larissa Moreno, o habite-se atesta se a edificação atende as exigências dispostas no Plano Diretor e se está apta para ser ocupada. “O aumento é positivo. São mais obras concluídas e com as condições de segurança estabelecidas pelas leis vigentes. Como também, são imóveis com a documentação regularizada para fins de venda e financiamento”, avalia a engenheira civil da secretaria de Obras, Larissa Moreno.

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Por outro lado, a emissão de alvarás para realização de obras se manteve igual. No primeiro quadrimestre deste ano foram emitidos 193 documentos para construção, mesmo número do ano passado.

“Não é um crescimento significativo, mas está estabilizado. O município está seguindo o mesmo parâmetro no índice de construção, comparado com os anos anteriores. Em 2021 foram 294, em 2020 foram 173 e em 2019 foram 214”, observa a engenheira.

Para a secretária municipal de Obras Angela Stoian os números mostram que o mercado da construção civil está aquecido em Apucarana. “Desde o começo do ano, até mesmo em função das mudanças políticas, a economia estava apreensiva, talvez seja isso que os alvarás não tenham aumentado em número. De qualquer forma o mercado está mais preparado hoje do que estava ano passado”, afirma.

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Já o engenheiro civil Marcio Hirose argumenta que o aumento na emissão de habite-se tem mais relação com a pandemia do que com um possível aquecimento no setor. “Esse crescimento é um reflexo da pandemia. Durante o isolamento social as pessoas passaram a valorizar mais o conforto de seus lares e perceberam a necessidade de comprar uma casa ou apartamento melhores, ou de fazer uma construção”, analisa.

“Eu acho que o mercado está se mantendo, nem muito otimista, se mantendo num patamar da normalidade. Nem aquecido e nem retraído”, acrescenta.

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Construtoras apontam para desaceleração

Após uma valorização durante a pandemia, o setor da construção civil arrefeceu. É o que afirma o diretor de uma construtora de empreendimentos residenciais e comerciais em Apucarana, Samuel Mariano de Carvalho. De acordo com ele, a venda, sobretudo de imóveis populares, enfrenta dificuldades provocadas pela alta na inflação que atingiu os preços dos materiais para construção e mão-de-obra especializada, e elevou os custos da construção. “Isso acaba sendo repassado ao cliente. Entretanto, o poder de compra deste não foi corrigido proporcionalmente, sendo assim dificultou a venda deste tipo de imóvel”, assinala Carvalho. Ele aponta ainda que alta na inflação também inviabilizou vários negócios, inclusive as construções residenciais individuais.

O proprietário de uma construtora de empreendimentos residenciais, Vanderlei Nunes Barbosa, afirma que o setor estava aquecido até o ano passado, mas o crescimento foi prejudicado principalmente pelas taxas de juros atuais e o baixo subsídio do Governo Federal para financiamentos imobiliários. “A mudança de governo deixou a população com medo de investir em imóveis. Esse governo não apoia o agronegócio, não apoia a indústria que são a raiz da economia nacional e esses investimentos acabam refletindo na construção civil”, comenta.

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Por, Cindy Santos

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