Em Apucarana, trabalhadores retêm caminhão por atrasos de pagamentos
Impasse envolve empresa de Ponta Grossa e funcionários hospedados em Apucarana; grupo afirma que atrasos nos pagamentos se tornaram rotina
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Um grupo de trabalhadores da construção civil paralisou as atividades na manhã desta quarta-feira (28), em Apucarana, em protesto contra atrasos recorrentes no pagamento de salários e benefícios. Os funcionários, que prestam serviço de manutenção em rodovias federais, retiveram a chave de um caminhão da empresa e se recusaram a seguir para o canteiro de obras até que a situação financeira fosse regularizada.
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Os manifestantes são funcionários de uma empresa sediada em Ponta Grossa (PR). Eles estão alojados em um hotel em Apucarana e, nesta quarta-feira, deveriam seguir para realizar serviços de recapagem asfáltica e tapa-buracos na região de Mauá da Serra (PR). No entanto, o grupo decidiu paralisar o serviço, exigindo a presença de um supervisor.
De acordo com o ajudante Sérgio Milton Silva Borges, de 50 anos, os atrasos nos vencimentos acontecem há cerca de três meses. "O pagamento que é para o dia 5, está saindo dia 12 ou 15. O vale-alimentação, que podia ser para o dia primeiro, está saindo dia 8 ou 10. E agora tem a situação do vale-alimentação. Está sendo corriqueiro", relatou o trabalhador.
A Polícia Militar (PM) esteve no local e foi acionada pela empresa contratante, diante da recusa dos funcionários em liberar o veículo de trabalho. Sérgio afirma que reteve a chave do caminhão como forma de garantia para serem ouvidos, mas nega qualquer ato de vandalismo ou violência. "Não estamos fazendo nada de errado. Não teve agressão, ninguém quebrou nada, ninguém roubou nada. Eu quero meus direitos, simples assim", defendeu-se.
"É difícil porque você tem que levar a comida para casa. Tem família, mulher e filho. A gente faz compromisso em cima das datas e paga contas com juros. Ninguém repõe esse dinheiro para nós", desabafou o trabalhador.
O grupo, composto por quatro funcionários de Ponta Grossa e outros auxiliares locais, permanece no local aguardando a chegada de um representante da empresa para negociar os pagamentos pendentes.
A reportagem do TNOnline entrou em contato com a empresa buscando um posicionamento sobre o caso. A companhia informou que daria um retorno, mas até a publicação desta matéria, não se pronunciou.
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