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MEMÓRIA E LUTA

Educação para atividades no Estado e faz manifestação

Nesta sexta-feira (29), ato de servidores públicos e professores lembra massacre ocorrido há sete anos e reforça luta por condições de trabalho

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Os 29 núcleos sindicais do Estado da APP-Sindicato enviam caravanas de professores para as manifestações que ocorrem nesta sexta-feira (29), a partir das 9 horas, em Curitiba. Os grupos vão se reunir na praça 19 de Dezembro e caminham para o Centro Cívico, onde acontece o ato conjunto com os servidores públicos. De Apucarana, um ônibus com 60 professores, está confirmado.

Segundo Tiago Nogueira, um dos dirigentes sindicais da APP Sindicato, explica que o ato é para, além de lembrar do massacre dos professores, ocorrido em 2015, ainda no governo de Beto Richa, reforçar a luta por melhores condições de trabalho.

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A APP-Sindicato, em suas publicações oficiais, informa os professores deliberaram em assembleia pela paralisação desta sexta-feira, em todo o Estado. A deliberação teve 87% dos votos favoráveis, “em protesto contra o assédio, a pressão, as péssimas condições de trabalho, os calotes e o desrespeito”.

Conforme os dirigentes da categoria, “a indignação dos educadores do Paraná é com o massacre diário”, que estaria acontecendo também no atual governo do Estado.

Conforme a APP-Sindicato, a intenção é levantar a bandeira da Data-Base e chamar atenção da sociedade para a situação de calamidade vivida por professores e funcionários, da ativa e aposentados, dentro e fora das escolas do Paraná.

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A paralisação será marcada por um ato unificado com outras categorias que compõem o Fórum de Entidades Sindicais (FES), com concentração às 9h na Praça 19 de Dezembro e caminhada até o Centro Cívico.

MEMÓRIA DE LUTA E DE LUTO

A data tem um duplo significado, segundo explica a APP-Sindicato. Relembra 29 de abril de 2015, protagonizada pelo governador Beto Richa, “além de honrar os 75 anos de história do Sindicato, completados poucos dias antes, 26 de abril”.

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Em 29 de abril de 2015, mais de 200 pessoas ficaram feridas, sendo oito em estado grave, durante o episódio de repressão da polícia do Paraná a professores da rede estadual de ensino, que estavam em greve e acampados há dois dias no Centro Cívico. Treze pessoas foram presas naquele dia, segundo a Secretaria de Segurança Pública divulgou na ocasião.

Cerca de 20 mil pessoas participavam da manifestação, em frente a Assembleia Legislativa, contra as mudanças na previdência para os servidores do Estado. A Polícia Militar foi acionada pelo governador Beto Richa para impedir a entrada dos manifestantes na Assembleia, onde ocorreria a votação.

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