Detentos vão prestar serviços em 63 escolas do NRE de Apucarana
O programa estadual Mãos Amigas utiliza mão de obra de detentos para realizar manutenções em escolas
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As 63 escolas do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana foram incorporadas ao programa estadual Mãos Amigas que utiliza a mão de obra de pessoas privadas de liberdade na execução de serviços de conservação, manutenção e pequenos reparos. O programa, de iniciativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), já atendeu duas escolas em Apucarana e a sede do NRE até o momento.
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Conforme o chefe do NRE de Apucarana, Vladimir Barbosa, a implantação da fase piloto do programa começou na segunda quinzena de fevereiro nas escolas do município-sede e ocorrerá de forma gradual nas outras instituições, conforme a demanda e o cronograma. Os trabalhos são realizados por dois detentos que fazem roçagem, corte de árvores, pintura e pequenos reparos. Até o momento, foram atendidos o Colégio Estadual Alberto Santos Dumont, o Colégio Estadual Cívico-Militar Prefeito Carlos Massaretto e a sede do NRE. Na próxima semana, será a vez do Colégio São Bartolomeu.
“Esse programa ajuda muito as escolas, e o fundo rotativo sobra para os diretores investirem em prol de nossos alunos. Além disso, ajuda a ressocializar os apenados na comunidade”, ressalta Barbosa.
Segundo ele, o programa receberá maquinários e uma minivan até o final deste mês para auxiliar no transporte dos detentos. A previsão é que, ainda no primeiro semestre de 2026, a iniciativa seja expandida para o NRE de Ivaiporã.
De acordo com o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a iniciativa torna a manutenção das escolas mais eficiente e estratégica para o Estado ao otimizar recursos públicos e ampliar a capacidade de atendimento da rede.
“A utilização estruturada da mão de obra de pessoas privadas de liberdade na conservação da infraestrutura escolar resulta em uma economia anual superior a R$ 5 milhões aos cofres públicos, sem prejuízo à qualidade dos serviços, além de garantir o direito à remição de pena aos participantes”, afirma.
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