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Crimes de estelionato crescem 11% na região de Apucarana

Golpes virtuais representam maioria dos casos, aponta Polícia Civil

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Crimes de estelionato crescem 11% na região de Apucarana
Autor Coordenadora do Procon de Apucarana, Silvana Verona - Foto: TNOnline/Cindy Santos

Os crimes de estelionato cresceram 11% na região de Apucarana (PR) em um ano. Dados do Centro de Análise, Planejamento e Estatística (Cape) da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) apontam que, em 2024 eram 2,5 mil registros, número que aumentou para mais de 2,8 mil no ano passado, na área da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, que atende 26 municípios. Somente em Apucarana, as denúncias de estelionato subiram de 1,2 mil para 1,4 mil, alta de 17%. O índice segue na contramão dos outros crimes, que caíram no mesmo período, e supera a média estadual, que teve aumento de 5,4%. Segundo a Polícia Civil, a alta tem relação com o número de golpes na esfera virtual, que correspondem à maioria dos casos.

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O delegado-chefe da 17ª SDP, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, afirma que o aumento nos crimes de estelionato é uma realidade enfrentada em todo o Paraná, alimentada pelo avanço tecnológico, como a Inteligência Artificial, que, segundo ele, tem sido uma facilitadora. “É um crime que muitas vezes pode ser praticado por organizações criminosas que se especializam nesses golpes virtuais, o que torna a investigação um pouco mais onerosa. De fato, é um crime sem violência, sem grave ameaça, contudo, muitas vezes gera grandes prejuízos para as vítimas. Por isso, a Polícia Civil vem buscando se atualizar nesse universo de crimes virtuais a fim de responsabilizar os autores”, afirma.

Entre os golpes mais recentes atendidos na subdivisão está um caso de um morador que teve um prejuízo estimado em R$ 500 mil no fim do ano passado, após ser vítima do golpe da instituição bancária, modalidade de fraude em que criminosos se passam por funcionários do banco da vítima para obter dados pessoais e realizar transações indevidas.

Diante do grande volume de casos de fraudes eletrônicas, a 17ª SDP planeja uma campanha de orientação com o intuito de prevenir novos crimes do tipo na região. A ideia é divulgar informações sobre os tipos de golpes aplicados e também alertar os principais alvos. “A ideia é fazer uma análise dos perfis para identificar quem são as vítimas mais recorrentes para que elas sejam devidamente orientadas”, assinala.

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300 denúncias por golpes virtuais em 2026

O Procon de Apucarana registrou cerca de 300 denúncias de golpes virtuais no ano passado. Segundo a coordenadora do órgão, Silvana Verona, as modalidades mais frequentes envolvem o "golpe da mão fantasma", onde falsos atendentes induzem a vítima a acessar o aplicativo do banco durante a ligação, assumindo o controle do aparelho para esvaziar as contas. Há também o falso intermediário, no qual estelionatários clonam anúncios de veículos na internet para enganar compradores e vendedores simultaneamente. Outras abordagens frequentes registradas na cidade incluem criminosos se passando por advogados para cobrar falsas taxas processuais via Pix, além de perfis fakes do INSS ou do portal Gov.br, que usam falsas ameaças de bloqueio de aposentadoria ou confisco de bens para extorquir dinheiro rápido.

"As pessoas, de forma geral, estão muito no automático. Esses links chegam de forma que parece inofensiva e, na curiosidade, a vítima clica. A partir do momento que o arquivo é executado, o golpista invade o celular da vítima, captando dados bancários e pessoais", explica Silvana.

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A coordenadora orienta a população a desconfiar sempre, evitando clicar em links desconhecidos ou baixar comprovantes de recebimento de dinheiro inesperados. Ela também recomenda não atender ligações de números estranhos. "O golpista age com muita pressa e pressão para que você não tenha tempo de pensar. Se você pensar um pouquinho, você sai do automático e não cai no golpe", finaliza.

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