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Comemoração minimalista: Pandemia afeta casamentos

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Comemoração minimalista: Pandemia afeta casamentos
Autor Foto: Reprodução

O setor de eventos foi sem dúvida um dos mais prejudicados durante a pandemia do novo coronavírus com a paralisação de festas e eventos. No entanto, aos poucos, os encontros íntimos, principalmente em família, ganham cena novamente. A advogada Jaqueline Delfino de Castro Martins, de Apucarana e o marido, o empresário Rafael Martins, programaram no começo do ano uma festa grande em buffet de um aninho para a filha Isabela. Porém, com a chegada da pandemia os planos mudaram.

“Na semana que íamos fechar, o Brasil paralisou com a chegada da pandemia em março. Fomos adiando e deixei tudo parado, até que em junho, resolvemos retomar a organização da festa”, conta.

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Jaqueline explica que analisou as situações e uma festa em buffet não seria adequada no momento, mas que também gostaria de comemorar o primeiro aninho da filha. A festa minimalista em família foi uma opção. “Temos familiares com comorbidades e de grupos de risco. Por isso, resolvemos reunir 15 pessoas da família em casa mesmo, mas encomendando decoração e comida de fora para festejar a data. Foi a opção do momento, mas pelo menos não passou em branco”, conta.

O mesmo aconteceu com Bruna Bertagna e Rômulo Ruy, de Apucarana, que trocaram alianças no começo de outubro apenas sob os olhares da família. “Nós havíamos marcado o casamento para mais ou menos 200 pessoas. Em março, eu ainda não tinha fechado com nenhum fornecedor. E então, em março, a pandemia chegou ao Brasil. Decidimos fechar em um local menor e para menos pessoas, mas até então acreditávamos que conseguiríamos colocar toda nossa família (90 pessoas). Estávamos perdidos”, conta.

Dois meses antes do casamento, Bruna e Rômulo conversaram e resolveram casar mesmo assim. “Estávamos com a casa montada, viagem de lua de mel marcada, férias agendadas, além de estarmos juntos há 10 anos, não fazia sentido esperar mais. Acabamos fazendo a festa para 28 pessoas. Somente pais, irmãos, avós e um padrinho de cada lado. Fizemos uma lembrancinha para entregar para os familiares que não puderam ir, e fizemos uma transmissão da cerimônia pelo zoom”, conta.

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A empresária Lilian Dyene Ferreira Plínio, do ramo de festas em Apucarana, explica que por ser do ramo de estrutura de som e luz, que envolve geralmente festas grandes, o fluxo ainda está um pouco parado. Porém, ela diz que orçamentos e cotações estão a todo vapor. “Fazíamos eventos com no mínimo 200 pessoas. Por isso, os eventos de 2020 foram levados para 2021. Nossa agenda para o ano que vem está cheia de transferências”, conta.

Em relação ao retorno dos eventos, Dyene diz que a maioria envolve festas de 30 a 80 convidados, mas que o setor começa a fluir novamente. “O mercado começa a girar e isso é muito bom. Sabemos que formaturas não irão acontecer, mas eventos corporativos estão aparecendo, além de orçamentos. Estamos animados”, complementa.

O decreto assinado pela Prefeitura de Apucarana não foi alterado. Porém, os responsáveis pelo setor continuam em contato com os profissionais da área de eventos de Apucarana.

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