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Casos de HIV aumentam 40% em Apucarana; saiba mais

Município confirmou 28 casos desde o começo do ano; cerca de 480 pessoas, no total, recebem tratamento

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Casos de HIV aumentam 40% em Apucarana; saiba mais
Autor Município confirmou 28 casos até esta terça-feira (26) contra 20 diagnósticos nos sete primeiros meses do ano passado - Foto: TNonline/Arquivo

Apucarana registrou alta de 40% no número de casos de HIV (sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana) entre janeiro e julho deste ano na comparação com o mesmo período de 2021.

Segundo dados do Núcleo de Aconselhamento, Testagem e Tratamento de Apucarana (Natta), o município confirmou 28 casos até esta terça-feira (26) contra 20 diagnósticos nos sete primeiros meses do ano passado. Cerca de 480 pessoas estão em tratamento apenas em Apucarana.

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A diretora do Natta, Gisele Mara da Silveira, avalia com preocupação o avanço da doença. Segundo ela, o crescimento de casos confirmados está diretamente ligado à pandemia de covid-19. Isso porque muitas pessoas deixaram de fazer os testes rápidos e, agora, com o fim das restrições de circulação, voltaram aos postos de saúde e ao Natta para a realização do exame (o resultado sai em até 30 minutos).

A procura caiu pela metade por conta da covid-19, segundo a diretora do Natta. “A nossa média é, atualmente, de 350 a 400 testes rápidos por mês. Durante a pandemia, realizávamos cerca de 200, no máximo “, afirma Gisele.

Dos 28 casos confirmados em Apucarana neste ano, 21 são de homens e sete de mulheres. A maioria das pessoas infectadas está na faixa etária entre 20 e 40 anos. Grande parte, segundo o Natta, integra o movimento LGBTQIA+.

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Entre os novos casos, entretanto, está o de uma criança de apenas 1 ano, que contraiu a doença da mãe – o pai também tem HIV. A pessoa mais velha com o vírus completou 60 anos de idade. Apucarana fechou 2021 com 40 registros de HIV (33 homens e 7 mulheres).

Gisele observa, no entanto, que o tratamento – quando executado de forma correta – garante qualidade de vida aos pacientes. Totalmente gratuitos, os remédios, exames e consultas estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medicação ajuda a evitar o desenvolvimento da aids e o aparecimento de doenças oportunistas, que podem provocar a morte.

HIV OU AIDS

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Ao contrário do que muita gente pensa, HIV e aids não são sinônimos. HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o vírus causador da aids, que ataca células específicas do sistema imunológico (os linfócitos T-CD4+), responsáveis por defender o organismo contra doenças.

Diferentemente de outros vírus, como o da gripe, o corpo humano não consegue se livrar do HIV. Segundo informações do Ministério da Saúde, ter HIV não significa que a pessoa desenvolverá aids; porém, uma vez infectada, a pessoa viverá com o HIV durante toda sua vida. Não existe vacina ou cura para infecção pelo HIV, mas há tratamento.

Já a aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a doença causada pelo HIV, que ataca células específicas do sistema imunológico, responsáveis por defender o organismo de doenças. Em um estágio avançado da infecção pelo HIV, a pessoa pode apresentar diversos sinais e sintomas, além de infecções oportunistas (pneumonias atípicas, infecções fúngicas e parasitárias) e alguns tipos de câncer. Sem o tratamento antirretroviral, o HIV usa essas células do sistema imunológico para replicar outros vírus e as destroem, tornando o organismo incapaz de lutar contra outras infecções e doenças.

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A transmissão do HIV se dá por meio de relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas, materiais perfurocortantes contaminados e não esterilizados e por meio da transmissão vertical durante a gravidez. A principal maneira de evitar a doença nas relações sexuais é o uso do preservativo, que é distribuído nos postos de saúde.

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