Apucaranense participa de livro de Cecília Malan e eterniza histórias da mãe e da avó
A estudante de jornalismo, Beatriz Haidamak leva ao livro o relato sensível sobre a mãe e a avó
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A apucaranense Beatriz Haidamak, de 27 anos, estudante de jornalismo, é uma das personagens do livro Eu e Elas: Histórias Maternas, obra de estreia da jornalista Cecília Malan, lançada na última quinta-feira (9), na Livraria da Travessa, no Leblon, no Rio de Janeiro.
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A publicação reúne relatos de 21 mulheres de diferentes regiões do Brasil e propõe uma imersão delicada sobre maternidade, cuidado, carreira e as múltiplas renúncias femininas. Entre essas vozes, a história de Bia ganha destaque ao transformar em memória afetiva a trajetória da mãe, Teresinha, e da avó, Guinoefa, duas mulheres que, segundo ela, representam sua maior inspiração. “Eu sempre tive o desejo de poder eternizar a minha avó de alguma forma, porque ela é a pessoa que eu mais admiro na vida, meu maior exemplo de resiliência, esperança e fé”, afirmou Beatriz.
Mesmo sem viver a maternidade na prática, Bia conta que sua contribuição para o livro partiu do olhar construído dentro de casa, observando a força feminina presente em gerações diferentes. “Apesar de eu não ser mãe, falei sobre a minha visão de maternidade a partir das mulheres mais importantes da minha vida: minha vó e minha mãe”, disse.
A avó, hoje com 92 anos, criou cinco filhos enquanto trabalhava na cozinha do Colégio Agrícola de Apucarana, em uma rotina intensa que começava às 5h da manhã e só terminava após o jantar dos alunos internos.
Já a mãe, de 57 anos, enfrentou perdas gestacionais, gestações de risco e depois dedicou a vida ao cuidado integral dos filhos, da casa e, atualmente, dos pais idosos. “Minha mãe abdicou da vida dela muito jovem para cuidar de mim e do meu irmão, e agora exerce os cuidados dos meus avós. Ela é a principal responsável”, relatou.
Na entrevista concedida a Cecília Malan, Beatriz ressaltou que seu principal objetivo era dar voz a mulheres que, muitas vezes, tiveram a própria história silenciada pelas exigências do cuidado. “Eu ressaltei muito o meu desejo de poder dar voz a elas, que não tiveram escolha entre ser mãe, mulher e profissional”, destacou.
O livro nasceu após a forte repercussão de uma imagem compartilhada por Cecília, em que a jornalista apareceu trabalhando com a filha, Olímpia, em uma situação que simbolizou os desafios de conciliar profissão e maternidade. A identificação imediata de outras mulheres motivou a construção da obra.
Para Beatriz, o resultado é um livro que acolhe, emociona e faz com que diferentes leitoras se reconheçam nas histórias. “Esse livro retrata com maestria e muita sensibilidade a história de muitas mães. Eu me senti abraçada por ele, mesmo não sendo mãe, mas tendo as minhas mães representadas nele”, afirmou.
Com a participação de Beatriz, Apucarana passa a estar representada em uma obra de alcance nacional, a partir de um relato que resgata as histórias de força, cuidado e dedicação vividas por sua mãe e sua avó. “As mulheres mais fortes da minha vida estão ali, e eu pude, de alguma forma, dar voz a elas e eternizá-las em uma obra como essa”, finalizou.