Apucarana vira centro do Projeto Rondon e atende 12 cidades da região
Operação “Pé Vermelho” reúne 252 rondonistas e beneficiará cerca de 98 mil pessoas em 12 municípios da região com ações de cidadania e inclusão
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A cidade de Apucarana transformou-se, nesta semana, no Centro Regional da 99ª edição do Projeto Rondon, batizada de Operação “Pé Vermelho”. Até o dia 6 de fevereiro, o município servirá de base estratégica e logística para 252 rondonistas entre alunos e professores universitários de diversas partes do Brasil que atuarão em 12 cidades do Vale do Ivaí e região. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Defesa, tem como foco levar ações de cidadania, desenvolvimento sustentável e capacitação técnica.
Embora Apucarana não receba as oficinas diretamente, o município sedia a concentração das tropas e voluntários no 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (30º BIMec). De lá, as equipes partem para os municípios de Araruna, Barbosa Ferraz, Bom Sucesso, Godoy Moreira, Grandes Rios, Iretama, Jardim Alegre, Lidianópolis, Luiziana, Rio Branco do Ivaí, Rosário do Ivaí e Santa Fé. A estimativa é alcançar, direta e indiretamente, mais de 98 mil habitantes.
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Segundo o Coronel Euclides Soljenitsin Araújo, coordenador da operação, a escolha do Paraná não foi por acaso. "O governo do Paraná é um parceiro de primeira ordem e o único estado que mantém um projeto Rondon regional ativo", destacou. O militar ressalta que o objetivo central é o desenvolvimento da cidadania nos estudantes e a apresentação de soluções sustentáveis para mitigar desigualdades regionais. "É uma ação interministerial com cunho estratégico", completou.
A operação conta com a participação de 25 Instituições de Ensino Superior (IES) de estados como Amazonas, Goiás, e Rio Grande do Sul, além do próprio Paraná. Cada município selecionado recebe duas instituições diferentes, que trabalham eixos distintos: o "Conjunto A" (saúde, educação, cultura e direitos humanos) e o "Conjunto B" (comunicação, tecnologia, meio ambiente e trabalho).
Adriana Nassia Talita de Sousa, coordenadora de planejamento do projeto, explica que o foco é o "efeito multiplicador". As oficinas não são apenas assistencialistas, mas voltadas para capacitar agentes locais como professores e técnicos de saúde para que o conhecimento permaneça após a partida dos voluntários. "É um ganha-ganha. Para o universitário, é a oportunidade de conhecer a realidade do país e sair da teoria. Para a comunidade, é receber novas tecnologias e humanização", afirma Adriana.
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Além das oficinas práticas, que vão desde primeiros socorros até o uso de ferramentas tecnológicas básicas, a operação deixará um diagnóstico social detalhado para os prefeitos. Este documento mapeia as vulnerabilidades locais e sugere caminhos para políticas públicas mais assertivas.
"Se plantares para um ano, colherás um grão. Se plantares para a vida, você educa o homem. O Rondon planta para a vida", refletiu o Coronel Soljenitsin, enfatizando que o maior legado é a "semente de sustentabilidade" deixada no coração de cada participante e morador.
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