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Apucarana e Arapongas estudam adoção do modelo de ensino híbrido

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Apucarana e Arapongas estudam adoção do modelo de ensino híbrido
Autor Foto: Pixabay\ ilustração

Na semana passada o Governo do Paraná anunciou que a partir do dia 18 de fevereiro de 2021, a educação na rede estadual funcionará no modelo híbrido - com as turmas divididas em um revezamento entre alunos em aulas presenciais e remotas. Porém, o modelo vale apenas para os Colégios Estaduais e os municípios ainda avaliam a possibilidade de implantar o ensino híbrido.

Aproximadamente 23 mil crianças estão sem aulas presenciais desde o começo da pandemia nas redes municipais de Apucarana e Arapongas. Os alunos participaram do ensino remoto e concluíram o ano escolar de forma online e a expectativa para 2021 é grande. Em Apucarana, estudam aproximadamente 12,5 mil crianças. A secretária de Educação da cidade, Marli Fernandes, disse que a pasta, junto com o prefeito, está definindo o planejamento para 2021.

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“Acreditamos que o ensino híbrido seja uma boa alternativa. Vamos definir com o prefeito o planejamento para 2021, verificando as possibilidades e todo protocolo necessário para o retorno. O retorno da Educação vai acontecer no início de fevereiro com os professores e a partir da segunda quinzena do mesmo mês com os com alunos, porém a forma ainda não sabemos se será de maneira remota ou híbrida”, explica.

Luiz Roberto dos Santos, secretário de Educação de Arapongas, adiantou que o ano letivo no município está previsto para começar no dia 8 de fevereiro, mas que também não existe ainda a previsão da implantação do modelo híbrido.

“Não temos nada concreto ainda sobre esse modelo. Já realizamos todo o planejamento para a volta às aulas de forma remota dos quase 10,6 mil alunos e, a princípio, será esse o sistema adotado”, disse.

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OPINIÕES DIVIDIDAS

A apucaranense Camila Ferro tem um filho de dois anos. Desde o começo da pandemia, ele estuda em casa. Ela acredita que o ensino híbrido pode ser uma boa alternativa para o ano que vem.

“Devido às circunstâncias, o ensino híbrido se faz necessário. Neste ano pude ver o empenho dos professores e não foi fácil. Toda mudança de rotina requer esforço e nem todos se dedicam. Tivemos dificuldade no começo com a rotina. E para mim, aprender novas tecnologias não é nada fácil, mas com um pouco de dedicação consegui. A saúde em primeiro lugar, mas eu sou a favor desse modelo. Sou contra qualquer tipo de aglomeração, principalmente nas escolas, mas nesse modelo de ensino híbrido pode dar certo”, comenta.

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Já Cássia Cristina dos Santos Andrade, também de Apucarana, prefere que os dois filhos, de seis e oito anos, continuem estudando em casa.

“Foi um ano bem complicado, eu sou professora de musicalização e fiquei em casa com os meus filhos, acompanhamos as aulas e tivemos um bom rendimento. Não sou muito a favor desse modelo, acho que não vai fazer muita diferença. Acho que as crianças devem voltar para escola quando a situação estiver mais normalizada, com vacina, em segurança. Espero que voltem para escola, toda mãe quer isso, mas não quero que volte para correr risco. O melhor é voltar para escola com segurança. As crianças não vão respeitar o distanciamento, elas precisam correr, ter contato, é melhor voltar com total segurança”, finaliza

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