Após tumulto, prefeitura promete mapear demanda habitacional em 2026
Rodolfo Mota promete contratar empresa especializada para atualizar cadastro de famílias.
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A intensa procura por moradias populares, que gerou longas filas no centro de Apucarana (PR) nesta terça (20) e quarta-feira (21), motivou uma reação do Executivo municipal. O prefeito Rodolfo Mota (União Brasil) anunciou que a administração realizará, ainda em 2026, um estudo oficial inédito para mapear o real déficit habitacional da cidade.
- LEIA MAIS: Após filas e confusão, Ummar retoma cadastramento e estima mil atendimentos
A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (21), durante a cerimônia de início das obras no Pátio de Máquinas da Secretaria de Serviços Públicos. Mota admitiu que o município não possui dados concretos sobre a demanda atual.
“Não existe hoje um número concreto. Pode ser mil, duas mil ou até oito mil famílias. Essa rotatividade de pessoas que chegam e saem da cidade dificulta manter um cadastro atualizado”, explicou o prefeito.
O plano da prefeitura é contratar uma empresa especializada para conduzir o levantamento. Com os números oficiais em mãos, o objetivo é buscar parcerias com os governos estadual e federal, além de construtoras, para iniciar projetos habitacionais a partir de 2027.
A aglomeração que expôs a crise habitacional foi provocada por um chamamento público da União de Mutuários e Moradores de Apucarana e Região (Ummar). A entidade, que não possui vínculo direto com a administração municipal, realizou o cadastro de interessados para um projeto do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades.
A desproporção entre a oferta e a procura gerou tumulto. Oferta: Previsão inicial de apenas 50 moradias. Demanda: Estimativa de 900 a 1.000 famílias cadastradas.
Devido ao grande volume de pessoas, o atendimento precisou ser prorrogado. O prefeito ressaltou que a organização da fila e o cadastramento são de responsabilidade exclusiva da Ummar, embora tenha reconhecido a desorganização e o desgaste da população exposta ao sol. “Se o projeto for aprovado, o município poderá destinar a área, mas o cadastramento não envolve a prefeitura”, esclareceu Mota.
Para quem aguardava na fila, o cansaço físico contrastava com a esperança. A costureira Francieli Aparecida, moradora do Jardim Tibagi, chegou ao local antes das 6h da manhã. “É cansativo, mas é o sonho da vida. Uma casa faz toda a diferença”, relatou.
Já Jéssica Aparecida da Silva, mãe solo, enfrentou a fila pelo segundo dia consecutivo. “Ontem fiquei a tarde inteira e hoje voltei cedo. A gente enfrenta o sol porque quer dar mais tranquilidade para o filho. Vale a pena insistir”, afirmou.
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