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DEIXOU APUCARANA

Após 12 anos no Brasil, padre volta à Ucrânia para ajudar na guerra

Eduard Tararuk, que atuava desde 2011 em igreja ortodoxa de Apucarana, no Paraná, retornou na semana passada para a terra natal

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O padre ucraniano Eduard Tararuk, da Paróquia Ortodoxa Ucraniana Proteção da Santíssima Mãe de Deus, em Apucarana, no Norte do Paraná, deixou a cidade na semana passada, com sua esposa e filha, para se juntar ao seu povo na Ucrânia e ajudar na guerra contra a Rússia.

O padre, que tem 48 anos, argumentou aos descendentes de ucranianos da cidade que estava muito chateado vendo seu país sendo atacado pela Rússia. Por isso, decidiu deixar o Brasil e voltar para Ucrânia com a família e auxiliar os seu conterrâneos, principalmente no acompanhamento das famílias afetadas pelo conflito.

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O religioso veio com sua família para Apucarana em 2011. Ucranianos natos, eles ficaram na cidade por 12 anos atuando junto aos descendentes - Apucarana conta com uma das maiores colônias ucranianas do Paraná. O padre fez muitos amigos na cidade, que estão agora dando apoio a ele e a sua família neste retorno ao país de origem.

É o caso do descendente de ucranianos, o policial civil Romulo Mazurok Cardoso. “Estamos em contato com ele, nos disponibilizando a ajudar com recursos as viúvas da guerra, que quiserem abrigo aqui em Apucarana”, explicou.

A guerra na Ucrânia começou em 24 de fevereiro de 2022, quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, lançou - no que ele descreveu na época-, como “operação militar especial”. Desde então, milhares de pessoas já perderam a vida de ambos os lados.

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Mais de um ano depois do início do conflito, não há uma solução aparente para a guerra. A Ucrânia lançou uma contra-ofensiva no começo de junho, enquanto os russos seguem bombardeando alvos estratégicos no país.

O amigo do padre conta que, na sua última conversa por mensagem com o religioso, ele relatou um pouco sobre a situação difícil que soldados e a população local está enfrentando. “Tudo aqui está muito difícil. Os soldados precisam de roupa militar e coturnos, pois na intensidade dos combates essas vestimentas estragam rápido”, contou o padre ao policial.

A professora Dorotéa Tchopko, também descendente de ucranianos, afirma que a decisão do padre gerou comoção na comunidade. “Nós ficamos muito sentidos, pois é um momento tão difícil de guerra. Mas cada um sabe o que é melhor para si. Estamos torcendo por eles”, diz.

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Ela afirma que o padre Eduard Tararuk ainda está se estabelecendo na Ucrânia. Depois disso, o sacerdote irá procurar formas de colaborar com a população local afetada pelo conflito. O religioso sequer conseguiu ainda encontrar os seus familiares.

O sacerdote contou que, desde quando chegou ao país de origem, não presenciou nenhum bombardeio. Ela não sabe dizer em qual cidade ele está instalado com a família.

Eduard foi substituído pelo padre Basílio Koulbech na Paróquia Ortodoxa Ucraniana Proteção da Santíssima Mãe de Deus. Os dois concelebraram uma missa juntos. Um almoço de despedida e de recepção do novo sacerdote foi realizada pela comunidade.

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Por Lis Kato

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