Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Apucarana

publicidade
ENERGIA FOTOVOLTAICA

Agricultores de Apucarana apostam em energia solar para 'colher lucro'

Energia sustentável vem conquistando espaço nas propriedades rurais e garante inovação nos investimentos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

As fontes de energia renováveis estão ganhando cada vez mais destaque. De acordo com a Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena), o Brasil se tornou o 8º maior gerador de energia solar do mundo em 2023. Conquistando um espaço de importância desde 2019, a energia fotovoltaica deixou de ser um investimento quase que exclusivamente residencial e está migrando para as unidades produtivas rurais paranaenses.

A energia solar está sendo procurada por produtores rurais por trazer alternativas mais limpas e econômicas para atender às necessidades energéticas. Conforme dados disponibilizados pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), o Estado registra um total de 206.638 instalações solares em 2024, em contrapartida de apenas 5.131 plantas em 2019. O número atual representa um aumento de 2.882,07 MW (megawatt) no período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

?? LEIA MAIS: Parque da Redenção tem celebração de missas todos os domingos

Em Apucarana (PR), o número de instalações também apresentou crescimento. Ainda de acordo com a Copel, 1.724 novas plantas foram instaladas na cidade nos últimos cinco anos. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Apucarana, Geraldo Maronezi, os técnicos que atuam na cidade notaram um aumento de 30% nas instalações na região rural apenas entre 2023 e o início deste ano. Maronezi aponta que as placas solares estão sendo uma alternativa adotada principalmente por produtores rurais que atuam com granjas e olericultura. “Essa é uma nova atividade que os produtores estão investindo até para ter mais uma renda”, diz.

Mauro Eugênio Martins, proprietário de uma empresa do ramo solar de Apucarana, reforça a iniciativa e explica que a energia solar se tornou uma “oportunidade de investimento”. “Estão sendo necessárias áreas maiores para fazer a instalação dos painéis e o mercado energético buscou o agronegócio para essa parceria. Então os agricultores começaram a construir usinas não só para o consumo, mas também para a venda de energia”, detalha o empresário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, o investimento fotovoltaico pode ser uma alternativa mais lucrativa para o produtor rural. “Há comparativos de que em uma área de mil metros quadrados, se o agricultor plantar soja ou milho, ele colhe determinado valor em reais. Mas ‘plantando’ painéis solares nessa mesma área, ele pode chegar a faturar de 30 a 35 vezes mais”, exemplifica Martins.

?? Clique aqui e receba nossas notícias pelo WhatsApp ou convide alguém a fazer parte dos nossos grupos

Um exemplo em Apucarana é a tradicional família Massayoshi Suguiura, proprietária do pesqueiro que leva o mesmo nome. Procurando diversificar as atividades na propriedade rural, eles arredaram um terreno de 7 hectares para um grupo de empresários de Londrina do ramo solar. “Entendemos que para uma propriedade pequena devemos diversificar, pois a cultura de soja e milho só é viável para grandes áreas. O motivo de arrendar para uma usina de placas fotovoltaicas é que eles pagam o arrendamento por mês. Isso ajuda muito na nossa atividade, pois temos uma renda mensal, diferente de outras atividades, onde a renda é sazonal e altamente dependente do clima”, conta Edson Massayoshi Suguiura.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além da oportunidade de maior faturamento, a energia fotovoltaica continua sendo essencial para os produtores rurais por conta da redução de custos, sustentabilidade e valorização do imóvel. A agricultora de Apucarana, Marli da Silva Lichtenco, instalou 11 placas solares em sua propriedade, localizada na estrada Sebastião Piassa. Em entrevista ao TNOnline, ela relatou que a ideia surgiu a partir de conversas com outros agricultores, que pontuaram o quanto o investimento compensava. “Minha propriedade estava consumindo muita energia. A conta vinha em torno de R$ 600 a R$ 700 por mês. Hoje em dia, não passa dos R$ 25”, contou.

Colocadas há dois anos e quatro meses, as placas solares já estão completamente pagas e resultaram apenas em bons resultados para a apucaranense, que já teve o prazer de receber algumas das faturas de energia zeradas. “As placas foram colocadas em cima do telhado de uma edícula, então não cheguei a perder parte do terreno. Mas mesmo se tivesse colocado no chão, com certeza, compensaria”, frisa a agricultora, que explicou ainda que a energia é usada para consumo próprio, manutenção de maquinário e também em uma confecção de camisetas.

Maronezi reforça que, assim como Marli fez em sua propriedade, a adoção da opção energética sustentável é uma opção para todos os agricultores. "Essa atividade não precisa de uma área grande para instalação, então o produtor pode usar uma área que não está sendo aproveitada”. O presidente do Sindicato Rural finaliza afirmando que a energia solar “é muito importante para a região e para o meio ambiente, pois é uma produção de energia limpa”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar do alto investimento inicial, a energia fotovoltaica traz um retorno satisfatório para aqueles que decidem utilizá-la. Para os produtores rurais de Apucarana e região, investir no ramo solar é fugir do tradicional e aderir a uma inovação que garante “plantar energia” para “colher lucro”.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Apucarana

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline