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Acusados de esquartejamentos pegam mais de 20 anos de prisão

O júri foi finalizado por volta das 22 horas, desta quinta-feira (10), em Apucarana

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Acusados de esquartejamentos pegam mais de 20 anos de prisão
Autor Foto: TNOnline

Após julgamento que ocorreu nesta quinta-feira (10), os envolvidos no caso de dois esquartejamentos ocorridos em 2017, em Apucarana, receberam penas de mais de 20 anos pela morte de Arislian Glenda Lemos, 24 anos, durante sessão no Tribunal do Júri da Comarca. O júri foi finalizado por volta das 22 horas.

Os réus foram a julgamento no júri presidido pela juíza Carolline de Castro Carrijo, com o promotor Eduardo Cabrini, pelo Ministério Público. Os dois acusados foram julgados apenas pela morte da mulher. Por isso, segundo informações do Minitério Público, em breve deve ocorrer o julgamento pela morte de Amarildo Gonçalves, de 52 anos.

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De acordo com o MP, o réu César Henrique dos Santos Ferrari foi condenado a César Ferrari a 20 anos e 9 meses de reclusão somadas às penas de homicídio e ocultação de cadáver, ou seja, 19 anos e 3 meses pelo homicídio, e 1 ano e 6 meses pela ocultação de cadáver.

Já Rogério de Souza Bernardino, de 30 anos, recebeu a pena de 23 anos e 9 meses pelos mesmos crimes, sendo que 22 anos são pelo homicídio, e 1 ano e 9 meses são pela ocultação de cadáver.

O crime

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O crime ocorreu em 2017 e repercutiu em todo o Paraná por conta do teor de violência. Um homem e um uma mulher foram mortos, os corpos foram esquartejados e os restos jogados num poço abandonado, no Parque Bela Vista, em Apucarana.

Em 3 de agosto de 2017, denúncias anônimas levaram a Polícia a encontrar dois corpos, esquartejados e decapitados, dentro de um poço. As investigações iniciais permitiram a identificação dos corpos como sendo de Arislian Glenda Lemos, 24 anos, e Valdecir Amarildo Gonçalves, de 52 anos, que seriam usuários de droga.

O delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) à época, José Aparecido Jacovós, contou na ocasião que as denúncias anônimas davam conta de que pessoas iriam desenterrar corpos em um cafezal, nos fundos de uma chácara no Parque Bela Vista. E os restos seriam queimados em meio a pneus. Os corpos encontrados estavam em adiantado estado de decomposição, uma vez que os crimes foram cometidos em maio.

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A polícia conseguiu identificar rapaz, que seria traficante na região Norte da cidade, como sendo responsável pelos crimes. César Henrique foi preso no dia 31 de agosto de 2017, em Sarandi.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou outro acusado de envolvimento no caso, Rogério de Souza Bernardino, de 30 anos, que teve o mandado de prisão preventiva cumprido em Mandaguari, onde estava escondido na casa da irmã.

Na época, Rogério chegou a confessar que era usuário de drogas e que comprava entorpecentes na chácara onde os corpos foram encontrados. Conforme depoimento na época, por causa de uma dívida de R$ 80, teria sido obrigado a cavar uma cova entre os pés de café na chácara, como forma de quitar a pendência com o traficante.

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