Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Apucarana

publicidade
APUCARANA

Lei de 2006 que concede título a Ratinho nunca foi sancionada

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Lei de 2006 que concede título a Ratinho nunca foi sancionada
Autor Vereador Molina com o procurador Penharbel - Foto: Reprodução

A Câmara de Vereadores de Apucarana, através da sua equipe técnica e jurídica, descobriu que um projeto de lei de autoria do ex-vereador Alcides Ramos Júnior (DEM) e outros, aprovado em 2006, que concede o título de Cidadão Honorário do Município ao apresentador de televisão Carlos Roberto Massa, o Ratinho, nunca teve sua lei sancionada pelo Executivo e nem promulgada pelo Legislativo. Trata-se do projeto de lei nº 197/2006, que foi aprovado em redação final no dia 31 de outubro de 2006.
A descoberta veio à tona após os vereadores Rodolfo Mota (PSD), Franciley Preto Godoi Poim (PSB) e José Airton Deco de Araújo (PR) terem apresentado um outro projeto da mesma natureza na semana passada. Na sessão desta semana, com o projeto sendo votado já em segunda discussão, o vereador professor Edson da Costa Freitas (Cidadania) levantou dúvidas quanto à validade da proposta. Ele disse ter conhecimento da existência do primeiro projeto e que isso deveria ser esclarecido. No seu entender, se já existe uma lei idêntica, bastaria agora tão somente entregar o título a Ratinho. Segundo ele, sendo assim, não seria necessário aprovar um outro projeto, embora dizendo-se a favor da homenagem ao empresário e apresentador de televisão.
Atendendo ao pedido do vereador Professor Edson, o presidente da Câmara, Luciano Molina (Rede), determinou à sua equipe técnica e jurídica que fizesse nesta semana um levantamento da situação do primeiro projeto de autoria do ex-vereador Alcides Ramos Júnior. Esta acabou descobrindo que, embora o projeto tenha sido aprovado, a lei não foi sancionada pelo prefeito da época Valter Pegorer (MDB) e nem promulgada pelo então presidente da Câmara, João Carlos de Oliveira (MDB).
Em função disso, Molina determinou ontem a manutenção do atual projeto em trâmite na Câmara, que deverá ser votado em terceira discussão na sessão da próxima segunda-feira. Conforme Molina, o projeto anterior simplesmente caducou e não existe mais, já que a lei não foi sancionada pelo Executivo e nem promulgada pelo presidente do Legislativo na época. “O que vale agora é este novo projeto que concede título de cidadania ao apresentador Ratinho e que está sendo votado na Câmara”, garante Molina.
Ele observa, inclusive, que é para monitorar a sanção e o cumprimento de leis aprovadas pelos vereadores que a Câmara constituiu a Comissão de Assuntos Relevantes, que está fazendo um levantamento de toda a situação. “Esta comissão busca o cumprimento das leis retroagindo até onde é possível”, completa.

CRIME
Conforme o procurador jurídico da Câmara, advogado Wilson Roberto Penharbel, quando um projeto de lei dos vereadores é aprovado na Câmara, o prefeito tem prazo de quinze dias para sancionar ou vetar a lei. Se não fizer nem uma coisa e nem outra, tem que devolver o projeto ao Legislativo, cujo presidente tem poder para promulgar a lei.
De acordo com Penharbel, ao não promulgar a lei, não vetar e nem dar satisfação ao Legislativo, o prefeito comete crime de responsabilidade nos termos do decreto lei nº 201/67, que pode resultar na cassação do mandato. E se o presidente da Câmara também não promulga a lei e nem toma as medidas judiciais cabíveis, cabe ao plenário pedir a sua cassação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Apucarana

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline