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Trotes correspondem a até 40% das ligações a serviços de emergência

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Trotes correspondem a até 40% das ligações a serviços de emergência
Autor Foto: Tribuna do Norte - Foto: Reprodução

Os trotes telefônicos nas unidades de urgência e emergência de Apucarana e Arapongas correspondem a até 40% das ligações. Só a Polícia Militar (PM) araponguense chega a receber 30 ligações com falsas informações de ocorrências todos os dias. Anteontem, a situação tomou uma nova dimensão: um homem foi detido pelos policiais após vários telefonemas do tipo.

O caso aconteceu na tarde de anteontem no bairro Jardim Petrópolis, zona oeste de Arapongas. A polícia identificou e autuou um morador dessa região após diversos trotes feitos à corporação. O autor usava três números diferentes para fazer as chamadas. Após várias ligações recebidas, a PM retornou para um dos números e conseguiu o endereço de onde partiram as chamadas.

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Chegando ao local, o autor das chamadas foi encontrado e autuado. A polícia encontrou com ele os chips telefônicos de onde partiram outras ligações falsas. A soldado Gisele Cristina Batista, auxiliar de Comunicação Social da PM de Arapongas, lamenta a quantidade de trotes que a corporação recebe diariamente.

“Por dia, pelo menos 30 ligações recebidas por nós são trotes. Conseguimos identificar várias destas ligações, mas esta foi a primeira vez que alguém foi autuado. O prejuízo dessas ligações é grande, já que estas chamadas falsas ocupam a linha telefônica, tomando o lugar de quem realmente precisa dos serviços da PM”, destaca ela.

Na PM de Apucarana, a situação não é diferente. A cada 10 ligações recebidas, quatro são trotes. O capitão Vilson Laurentino da Silva, da Comunicação Social do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), aponta que quem  mais é prejudicado com as chamadas falsas não é a polícia, mas a pessoa que está em situação de verdadeira necessidade. 

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“Perdemos objetividade e precisão no nosso trabalho. O atendente precisa fazer várias perguntas e checar com atenção redobrada todas as ligações para garantir que não é trote”.

Outros serviços também são afetados. É o caso do Corpo de Bombeiros, como relata o capitão Élcio José de Meira, do subgrupamento de Arapongas. 

“Quatro em cada dez ligações são trotes. Muitas vezes, deslocamos uma equipe para o local indicado e só descobrimos que a situação é falsa ao chegar. O nosso efetivo é pequeno e o trote pode fazer com que pessoas com necessidades fiquem com atendimento comprometido”, diz.

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Apucarana também relata o problema. “Atendemos todo o Vale do Ivaí. Um trote pode custar a vida de uma pessoa”, aponta a coordemadora da unidade, Vera Lúcia Lorenzon.Desde abril de 2012, o Paraná conta com uma lei que visa punir quem realiza trotes telefônicos para serviços de emergência. A lei determina punição dos infratores através de uma multa de R$ 135,78, cobrada através da conta telefônica. No entento, não há notícia de multas aplicadas na região.

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