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Inovação que nasce da terra: Indicações Geográficas como caminho para o desenvolvimento regional

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Inovação que nasce da terra: Indicações Geográficas como caminho para o desenvolvimento regional
Autor Uma forma de inovação - Foto: Freepik

Estive recentemente em Maringá, participando do Café On, um evento que celebra a diversidade e a excelência dos cafés especiais do Paraná. Entre aromas, sabores e histórias, compartilhei uma reflexão que vem ganhando força no campo da inovação territorial: o potencial transformador das Indicações Geográficas (IGs).

As IGs são instrumentos que reconhecem a reputação, a qualidade e as características únicas de produtos associados a um território. Elas são, acima de tudo, uma forma de inovação. E não me refiro à inovação restrita à tecnologia, mas à inovação como estratégia de desenvolvimento, de articulação coletiva e de diferenciação inteligente no mercado.

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Nesse contexto, o café da Serra de Apucarana e o café da região da Jacutinga começam a ocupar um novo lugar no mapa do café especial paranaense. A Serra de Apucarana já teve sua documentação depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e agora aguarda o parecer técnico para o reconhecimento oficial da IG. Já a região da Jacutinga está em fase de estruturação, envolvendo diagnósticos territoriais, mobilização de produtores e construção de governança local.

Ambos os processos contam com a atuação decisiva de diversos atores institucionais, entre eles, o SEBRAE, associações de produtores, instituições de ensino, cooperativas, técnicos e também o poder público municipal e estadual. A participação ativa dos governos locais tem sido fundamental na articulação entre os produtores e as políticas de desenvolvimento territorial, criando condições para o avanço da pauta das IGs e para a sustentabilidade dessas iniciativas no longo prazo.

A inovação que vemos aqui está na forma como esses territórios se reconhecem e se organizam. Está na mobilização coletiva, na valorização do saber fazer local, na proteção dos recursos naturais e na construção de uma identidade produtiva que conecta cultura, economia e meio ambiente.

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Na Serra de Apucarana, as características do território como altitude, clima e solo conferem ao café atributos sensoriais diferenciados. O esforço dos produtores em manter boas práticas agrícolas e de pós-colheita fortalece ainda mais o posicionamento do produto. Já em Jacutinga, a produção se concentra em pequenas propriedades, onde tradição e cuidado manual geram cafés de altíssimo padrão, em um processo que agora caminha para sua formalização como IG.

A participação no Café On foi um momento simbólico. Estar ao lado de tantos produtores, degustando cafés que carregam histórias, técnicas e propósitos, reforçou a certeza de que as Indicações Geográficas são uma estratégia concreta de inovação e desenvolvimento. São um caminho para transformar produtos em símbolos culturais e regiões em marcas reconhecidas.

Mais do que uma política de valorização territorial, as IGs são uma ponte entre o passado e o futuro, entre o local e o global. E, nesse percurso, Apucarana e o Vale do Ivaí têm todas as condições de se destacar, promovendo uma inovação que nasce da terra e se transforma em oportunidade.

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