Perspectivas de desenvolvimento para 2026

Da Redação ·
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Verifica-se nos países subdesenvolvidos uma grande necessidade de emparelharem seu processo de crescimento e desenvolvimento junto aos países desenvolvidos, até para poderem tratar do comércio internacional sem grandes desnivelamentos. E, por que o processo de economia externa é tão importante dentro desse contexto? Porque em momentos de forte crise, as relações econômicas e políticas entre economias, ou nações tende a passar por fortes ajustes e muito depende de como cada economia lida com a instabilidade e seu planejamento de longo prazo.

Tratamos as economias externas como importantes bônus para o crescimento nacional e regional. Esse foco, desde a década de 1950, com o plano Marshall de recuperação econômica, foi muito importante para elevar a integração externa e o crescimento das nações. Havia, no entanto, um consenso de que as nações menos desenvolvidas deveriam integrar-se às mais desenvolvidas para emparelharem seus padrões de crescimento. O processo de integração passou a exigir dos países subdesenvolvidos um arranque no seu processo de crescimento e desenvolvimento – fundados em planejamentos integrados de todos os setores – porque os países menos desenvolvidos precisavam se aproximar das economias desenvolvidas e, com isso, entre muitas outras ações, estradas de terra passaram a ganhar asfalto e a urbanização e industrialização passou a ganhar destaque.

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De novo, no pensamento, está presente a crise no país e no mundo. O que o mundo precisa acreditar, contudo, é que superado as adversidades como as geradas por crises e instabilidades temporárias, tem-se a possibilidade de retornar ao crescimento, que pode ser exemplar como aquele do pós-década de 50 e anos 70 e 2000. O que estamos vendo recentemente, todavia, são a busca de expansão das empresas, via implementação da tecnologia para ganhos de produtividade - com a carência de capitais e mão de obra qualificada disponível – preocupa de foto o estancamento das atividades produtivas e a redução da renda dos trabalhadores. A consequência de tudo isso é a de que temos em 2026 um cenário que poderá impactar e comprometer seriamente os próximos 3 a 5 anos, urge o ressurgimento de forte planejamento e novos investimentos com parcerias público/privadas, em grandes ações para o desenvolvimento técnico e expansão industrial transformando produtos inatura em de alto valor agregado valorizado.

Este é o cenário onde o PIB do país tende, em 2026, a alcançar o máximo de 2,5%; as taxas de juros precisam se reduzir para compensar a queda nos investimentos; o volume de consumo pode se reduzir porque a taxa de salários está estável e em queda para o setor público - um importante nicho consumidor - a inflação tende à sua estabilidade, embora possa sofrer soluços de alta e de baixa em função de oscilações cíclicas setoriais, por descompasso no abastecimento, mas os preços tendem à normalidade em função da estabilização da renda geral. As taxas de investimentos que já estavam estacionadas por antigas políticas públicas restritivas, tendem a seguir contraídas, se o setor público não atuar com força, com ações de políticas indutivas para ampliar a renda e levar o setor privado a encorajar-se a novos investimentos que alimente o crescimento econômico.

O planejamento micro e macroeconômico precisa ressurgir com firmeza e mudar o drive das políticas restritivas para políticas indutivas, promovendo a recuperação da infraestrutura urbana, sem se esquecer da proteção salarial e encampar a responsabilidade de reorganizar a atividade produtiva. O planejamento precisa envolver todos os setores para, em primeiro plano, recuperar a atividade produtiva, voltando aos patamares acima de 3% e, a partir de agora, destravar e ampliar investimentos que ficaram parados no período de instabilidade política. Essa é a grande missão do planejamento macroeconômico, regional e local, para a recuperação do produto interno bruto em todas a instancias e da renda das famílias.

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O crescimento virá, mas não na velocidade que se esperava. O olhar do crescimento terá que se direcionar para a distribuição da renda, não basta somente crescer, mas é preciso aprimorar a divisão do bolo, para não se cair na armadilha da década perdida dos anos 80. As empresas tendem a passar por fortes rearranjos nos seus modelos de produção, o consumo das famílias tende a passar por severa verificação de não desperdícios – aquilo que sobra para alguém pode faltar para outro. – No campo da evolução política, fortes ajustes internacionais poderão ocorrer, é possível que ao final desta instabilidade política, algumas nações saiam com maior poder de mando que outras e tenha-se novas realidades.

Poderão ocorrer alguns processos de união ao longo do caminho para debelar instabilidades, bem como poderão ocorrer fortes obstruções e rupturas, que separam grandes áreas produtivas de grandes áreas de consumo. A política interna das nações – com seus embates – pode impactar fortemente no processo de reorganização de todo sistema produtivo. Como a crise é mundial, pode aparecer pouca gente com muito e muita gente sem nada e isso tende a ser a senha para novas estruturas e novos rearranjos nos próximos anos. Um despertar para uma nova realidade de produção e consumo.

As economias que não estão preparadas para o enfrentamento desta atual instabilidade, ou que reúnem menores condições financeiras e de aporte a indução de investimentos setoriais, poderão ter seus períodos de crise alongados com reduzido crescimento de seu PIB. O desgaste emocional e físico está presente principalmente em setores de tecnologia madura e que não acompanham o processo tecnológico; mas, manter um volume de investimentos públicos significativos, em infraestrutura, educação e inovação, como a China, pode ser importante e necessário para debelar o processo de crise e assegurar o crescimento de longo prazo.

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Passado o período de crise, algumas regiões melhor preparadas passarão a ganhar aporte de investimentos empresariais à frente de outras. Os governos regionais poderão enfrentar fortes migrações e precisam trabalhar a interiorização dos investimentos, para que as ilhas de pobreza não se proliferem. A educação precisa ser recuperada, em todas as instâncias e receber maiores aportes de investimentos, como uma forma de levar o processo de desenvolvimento dos grandes centros para o interior; na saúde pode-se internalizar novos protocolos de ações e de integração regional e de preferência diante das políticas governamentais.

Tudo isso é um conjunto que está sofrendo fortes impactos depois das transformações de instabilidades políticas, que mexeu com a vida de todos, que impactou no processo de emprego, na criação, geração e detenção da renda e, nos hábitos e consumo das famílias. Novos impactos na competitividade das economias em relação ao mundo externo, tem-se que desenvolver, novas formas criativas de investimentos, tudo para que a vida – com planejamento no longo prazo – possa fluir com estabilidade política, crescimento e prosperidade com recursos presentes em todos os setores da sociedade.

Escrito por Paulo Cruz Correia.