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Apucarana 82 anos

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HOMENAGEM

Com uso de IA, TNOnline recria personagens que dão nome a ruas da cidade; veja

Pioneiros ajudaram no desenvolvimento do município, que completa 82 anos nesta quarta-feira (28)

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Inúmeras ruas de Apucarana prestam homenagens a pioneiros que ajudararam a construir a história do município, que completa 82 anos nesta quarta-feira (28). Para destacar a importância desses homens e mulheres, o TNOnline recriou esses personagens com ajuda de Inteligência Artificial (IA). Veja abaixo

-LEIA MAIS: Ângelo Franco Perez: o escultor que moldou a identidade urbana de Apucarana

É claro que são apenas alguns exemplos de pessoas que marcaram a trajetória da cidade. Afinal, são mais de 3 mil ruas em Apucarana e, muitas, levam nomes de pioneiros. Seria praticamente impossível colocar todos que colaboraram em um único vídeo. No entanto, esses 11 pioneiros servem como símbolo da perseverança e representam os milhares de pioneiros que passaram por Apucarana nessas mais de oito décadas.

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Além desse vídeo, o TNOnline fez inúmeros outros projetos usando IA para relembrar a história de Apucarana, que estão disponíveis nas nossas redes sociais.



							Com uso de IA, TNOnline recria personagens que dão nome a ruas da cidade; veja
AutorAlgumas das personalidades que dão nome às ruas da cidade - Foto: TNOnline/IA


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Saiba mais sobre esses representantes homenageados no vídeo feito com IA

Casemiro Blanski



							Com uso de IA, TNOnline recria personagens que dão nome a ruas da cidade; veja
AutorFoto: Arquivo da Família

Casemiro Blanski, filho de imigrantes poloneses nascido em 1922, foi um "gigante da fotografia" em Apucarana, responsável por eternizar a evolução urbana da cidade, incluindo a construção da Catedral. Após trabalhar na ferrovia, usou suas economias para iniciar como "lambe-lambe", evoluindo para o estúdio Foto Blanski e erguendo o Edifício Blanski na Praça Rui Barbosa. Casado com Teodozia e pai de seis filhos, expandiu seus negócios para uma loja de calçados e para a cafeicultura, embora tenha sofrido prejuízos com a geada de 1975. Com 1,96m de altura, usava sandálias por não encontrar sapatos do seu tamanho. Sua saúde foi severamente afetada pelos produtos químicos da revelação fotográfica, levando ao seu falecimento precoce em 1974, aos 52 anos. Seu legado permanece vivo nas imagens históricas que circulam hoje e na rua nomeada em sua homenagem na Vila Shangri-lá.

Miguel Simião


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							Com uso de IA, TNOnline recria personagens que dão nome a ruas da cidade; veja
AutorFoto: Arquivo da Família

Miguel Simião, natural de São José dos Pinhais, chegou a Apucarana em 1941, aos 59 anos, apostando no potencial do "novo Eldorado" paranaense. Após adquirir uma fazenda de 500 alqueires na Água da Juruba anos antes, em 1938, organizou a mudança definitiva da família e de sua serraria, enfrentando uma viagem de 32 dias pela Estrada do Cerne e picadas na mata. Com a esposa Pierina e nove filhos, consolidou-se na região implantando olarias, serrarias e agricultura, além de adquirir uma chácara próxima à área urbana. Pioneiro solidário, foi fundamental na urbanização local ao doar madeira e tijolos para a construção da Catedral Nossa Senhora de Lourdes e do Clube 28 de Janeiro. Faleceu em 1957, deixando como legado uma rua com seu nome no centro da cidade e a carreira política do filho, Orestes Simião, que herdou do pai a elegância no vestir.

Nagib Daher



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AutorFoto: Arquivo da Família


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Nagib Daher, médico curitibano filho de imigrantes libaneses, formou-se em 1948 e escolheu fixar-se em Apucarana em 1952, atraído pela infraestrutura superior à de cidades vizinhas na época. Especialista em oftalmologia e otorrinolaringologia, supriu a carência local atuando também como anestesista e foi diretor clínico da Santa Casa (atual Hospital da Providência), além de fundar a Clínica Daher em sociedade com seu irmão, Fahed. Líder comunitário ativo, foi fundador e presidente do Lions Clube, engajando-se em campanhas educativas e na luta pela instalação de faculdades na cidade. Casado com a italiana Giuseppina e pai de quatro filhos, teve a carreira precocemente interrompida por uma grave doença degenerativa, falecendo em 1975, aos 51 anos. Seu legado permanece na "Rua Dr. Nagib Daher", antiga Rua Antonina onde ficava sua clínica, hoje uma referência na área de saúde.

Talita Bresolin



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AutorFoto: Arquivo da Família


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Talita Bresolin chegou a Apucarana em 1949, vinda do Rio Grande do Sul com a família, que prosperou no comércio de vinhos e secos e molhados. Filha de pais católicos fervorosos que auxiliaram ativamente na construção da Catedral e escolas locais, Talita seguiu a vocação do magistério, formando-se em 1963 e atuando em Califórnia e na Inspetoria Regional de Ensino. Jovem alegre, sanfoneira e com casamento marcado, dedicava-se intensamente ao trabalho social junto às Filhas da Caridade, levando auxílio aos necessitados. Sua vida foi tragicamente interrompida aos 21 anos, em 1965, num acidente de Jeep na BR-376 enquanto ia visitar um enfermo na Vila Reis. A comoção gerada eternizou seu nome em uma rua central de Apucarana e em um colégio estadual de Califórnia.

Osório Ribas de Paula



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AutorFoto: Arquivo da Família


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Osório Ribas de Paula, gaúcho de Cruz Alta, foi um pioneiro de destaque no comércio de Apucarana. Proprietário de uma casa de tecidos localizada na esquina das ruas Ponta Grossa e João Cândido Ferreira, sua liderança foi fundamental na fundação do Clube 28 de Janeiro em 1945, do qual é considerado o primeiro presidente. Atuante na política e no desenvolvimento urbano, presidiu a UDN local, integrou a comissão de emancipação do município e foi suplente de vereador em 1947. Também dedicou esforços à comunidade religiosa como secretário da comissão responsável pela construção da nova Catedral de alvenaria. Morreu em 1947 em Londrina, onde foi sepultado, mas seu nome foi eternizado ainda em 1948, quando a antiga Rua Piraquara foi rebatizada em sua homenagem.

Denhei Kanashiro



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AutorFoto: Arquivo da Família


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Denhei Kanashiro, natural de Okinawa, Japão, chegou ao Brasil em 1934 a bordo do navio Africa Maru. Após um período na cidade de Pedro de Toledo, em São Paulo, ele se mudou para Apucarana em 1953. No centro da cidade, fundou a Farmácia Santista, estabelecimento que se tornou referência por 60 anos e onde Denhei, conhecido por sua disciplina oriental, atuava como farmacêutico e conselheiro de saúde. Por anos, ele guardou economias em uma caixa de madeira com o sonho de retornar ao Japão, mas, ao realizar a viagem em 1965, percebeu que seu lugar e o de sua numerosa família era definitivamente o Brasil. Faleceu em 1970, aos 58 anos, e foi homenageado com o nome de uma importante rua que liga ao Parque da Raposa.

Diva Nadir



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AutorFoto: Arquivo da Família


Diva Nadir, natural de Paranaguá, chegou a Apucarana em 1943 acompanhada do marido, o imigrante grego Felipe Alexandre Felipe. Mulher ativa e de forte veia comercial, Diva foi peça-chave na gestão dos diversos negócios da família, desde a Casa Formosa (secos e molhados) até a administração da Padaria Formosa, onde gerenciava pedidos e entregas desde a madrugada. Sua maior contribuição para o desenvolvimento econômico local nasceu de um sonho: inspirada pelas tecelagens catarinenses, ela insistiu para que a família investisse no setor, o que resultou na fundação do Cotonifício Paranaense (Copar) em 1963. Esse empreendimento foi o embrião do atual Grupo Têxtil Apucarana, hoje um dos maiores empregadores da região. Diva faleceu precocemente em 1964, aos 47 anos, após complicações de uma cirurgia cardíaca. Em sua homenagem, a rua Mandacaru, local onde ela sonhava morar, foi rebatizada com seu nome.

Gregório Holak



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AutorFoto: Arquivo da Família


Gregório Holak, imigrante ucraniano natural de Lviv, chegou definitivamente a Apucarana em 1944 após uma passagem pela cidade em 1939, trazendo consigo um diploma de ferreiro. Especialista no trabalho com forja e bigorna, sua oficina era fundamental para o conserto de carroças e manutenção de peças de serrarias, motores e locomóveis. Casado com Izabel Holak, com quem teve quatro filhos, Gregório foi um pilar da comunidade ucraniana local. Homem de profunda fé, ele foi um dos apoiadores da construção da atual Cadetral de Apucarana juntamente com a esposa. É considerado o dono da primeira casa de alvenaria de Apucarana. Morreu em 1975, aos 69 anos, e seu legado de "ferro e fé" é lembrado em uma rua no Jardim Laranjeiras e na história da colonização eslava da cidade.

Irmã Eleotéria



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AutorFoto: Arquivo da Família


Irmã Eleotéria Skrobot, nascida em 1921 em São José dos Pinhais, ingressou na Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada aos 15 anos. Com sólida formação acadêmica em Filosofia e Letras, chegou a Apucarana em 1959 para assumir a direção do Colégio Nossa Senhora da Glória, o "Glorinha". Em uma época de recursos escassos, ela e as outras religiosas percorriam fazendas de café em busca de doações para financiar a construção da escola. Sob sua gestão, foi implantado o ginásio, consolidando a instituição como referência no ensino local. Descrita como uma mulher de voz suave e carisma marcante, Eleotéria faleceu precocemente aos 44 anos, em 1965, vítima de um derrame cerebral. Em 1966, foi homenageada com o nome da rua que passa justamente ao lado do colégio que ajudou a erguer.

João Baptista Boscardin



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AutorFoto: Arquivo da Família


João Baptista Boscardin Junior, curitibano de origem italiana, percorreu o Norte do Paraná no lombo de mulas como vendedor da Souza Cruz antes de se fixar em Apucarana, em 1945. No município, fundou a Apucarana Auto Peças, concessionária Chevrolet que se tornou a mais antiga do estado e uma das mais longevas do Brasil sob o comando de uma mesma família. Durante a Segunda Guerra Mundial, sua oficina operou de forma quase artesanal, fabricando peças para caminhões que enfrentavam as precárias estradas de terra. Além de visionário no setor automotivo, foi cofundador da Acia e da cooperativa que originou a Canorpa, além de entusiasta da cafeicultura e da pecuária. Homem de personalidade forte e apaixonado pela vida no campo, faleceu em 1992, aos 86 anos. Seu legado é imortalizado no nome do Terminal Rodoviário de Apucarana e em uma rua no Loteamento Belvedere.

Clóvis da Fonseca



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AutorFoto: Arquivo da Família


Clóvis Fonseca, agrimensor natural de Castro, chegou a Apucarana em 1944 após uma sólida carreira na demarcação de terras e construção de rodovias para o Ministério da Guerra. Em Apucarana, atuou na medição de propriedades, foi Juiz de Paz, comerciante e vice-presidente da comissão de construção da Catedral Nossa Senhora de Lourdes. Sua esposa, Hermínia Johanna Pusch, formada em obstetrícia pela Cruz Vermelha, foi a primeira enfermeira profissional e a principal parteira da cidade, ajudando a fundar a Casa de Saúde Irmãos Pusch. Clóvis faleceu em 1957 e foi homenageado com o nome de uma das principais ruas centrais da cidade.

Com informações dos livros Alma e História das Ruas de Apucarana - volumes 1 e 2, do jornalista e escritor Fernando Klein, editor de conteúdo do TNonline

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