"2026 será o ano da construção em Apucarana", diz Rodolfo Mota
Prefeito de Apucarana destaca em entrevista novos projetos e demandas para o município
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Apucarana chega aos seus 82 anos de emancipação política com muitas conquistas para comemorar. É o que afirma o prefeito Rodolfo Mota (União Brasil), que celebra o fim de filas na saúde, redução da dívida bilionária e investimentos na educação municipal. Ele também destaca que 2026 será o “ano da construção”, com 25 obras em andamento e o anúncio de levar asfalto e iluminação em LED para 100% da cidade.
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Mota ressalta que quase a metade do orçamento público atual é investida em saúde e educação, onde se concentra a maior parte dos servidores municipais. “Na saúde, nós conseguimos fazer uma revolução. Foram 98 mil encaminhamentos para consultas com especialistas. Nós estimamos esse número, não é exato, porque eram guias de papel. O caos estabelecido. E era nesse caos que reinava a incompetência e o tráfico de influência. Nós acabamos com isso”, comenta.
O prefeito destaca que a adoção do agendamento online conseguiu reduzir a fila de espera. “Metade das filas nós zeramos e a outra metade a gente reduziu significativamente. Nós fizemos 800 mil exames de especialidades. As cirurgias nós ainda estamos fechando o número, mas será um número surpreendente”, afirma.
Na educação, Mota salienta a adoção de um processo democrático para a seleção de diretores das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), além da inclusão de novos itens no kit de uniforme escolar. “Colocamos a mochila e a regata que não tinha e garantimos para 2026 o moletom com touca para as crianças dos CMEIs e o short-saia para as meninas do fundamental”, detalha.
O prefeito também lembrou que a sua gestão retomou os pagamentos do INSS relativos aos servidores da educação. “Voltamos a pagar depois de 10 anos de calote, o que gerou uma dívida de R$ 100 milhões que o povo de Apucarana vai levar 30 anos para quitar”, pontua.
Para Rodolfo, outro grande feito que terá impacto direto nas finanças municipais é a redução de R$ 800 milhões da dívida histórica do município. Segundo ele, na prática, o acordo implica em um fôlego de R$ 4 milhões mensais para o cofre municipal. “Apucarana, que teria que pagar uma parcela perto dos R$ 6 milhões por mês, vai pagar algo perto de R$ 2 milhões. Então, isso significa R$ 4 milhões por mês pelos próximos 30 anos que vão virar asfalto, creche, escola, merenda e salário de servidor”, enfatiza.
Avanços na infraestrutura e mobilidade urbana
Sobre o planejamento urbano, o prefeito destaca que 2026 será o ano em que a cidade finalmente atingirá 100% de asfalto e iluminação LED. “Chegou a nossa vez. O 100% LED já está em fase de licitação e os projetos do 'Apucarana 100% Asfalto' já foram concluídos. A gente está aguardando agora para poder abrir as licitações e iniciar contratação”, diz.
Além da pavimentação, ele enfatiza a necessidade de obras estruturantes para “rejuvenescer” a malha asfáltica da cidade. “Investimos R$ 5 milhões no ano passado e a meta agora são R$ 15 milhões em recape. Mas o grande desafio são os viadutos e trincheiras. Apucarana é cortada por linhas férreas e rodovias, o que dificulta o acesso. Então a gente precisa pensar em viadutos, em trincheiras e em passarelas de pedestre, para que a cidade cresça de forma integrada. Em 30 anos não se construiu mais nenhuma passarela de pedestre. Eu quero contratar esse ano os projetos das grandes obras de infraestrutura para que a gente possa captar esses recursos”, destaca.
Entre as conquistas, o prefeito destaca cerca de 25 obras entre reformas e novas construções que, segundo ele, já estão acontecendo. “Eu tenho apelidado e dito que Apucarana terá em 2026 o seu ano da construção", salienta.
Cargo é uma missão
Nascido e criado em Apucarana, filho de uma cabeleireira mineira que escolheu o Paraná para viver, Mota define o cargo de prefeito como a missão de sua vida. “Pela dedicação e pelo esforço da minha mãe, pude me preparar, estudar e hoje ter a honra de servir a esta cidade. Não tenho grandes pretensões políticas futuras, pois entendo que meu compromisso agora é cumprir a missão que Deus me deu e honrar a confiança do povo”, destaca.
Ao celebrar os 82 anos do município, Mota reforça que o foco é acelerar o desenvolvimento local para recuperar o tempo perdido. “Ser apucaranense é uma alegria. O povo confiou a nós a esperança de ver a cidade mudando de ritmo e de rota. Meu trabalho, muitas vezes de 18 a 20 horas por dia, é correr atrás do prejuízo da última década para que sejamos a potência que todos merecemos. Apucarana é o maior entroncamento rodoferroviário do estado e merece uma gestão que esteja à altura de sua gente trabalhadora”, finaliza.
Entrevista:
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